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05 de janeiro de 2011, 16:57

UMA NOVA PARAÍBA


Acho que é dizer o obvio se digo que todos os paraibanos querem uma Paraíba melhor. Independente de cor partidária ou qualquer outro diferencial, como seria bom se a gente tivesse mais pelo que nos orgulharmos do nosso estado. É claro que não estou dizendo que tudo é negativo por aqui, mas muito precisa ser melhorado. Há necessidade de mudanças radicais em muitas áreas e a batalha vai ser grande para conseguirmos uma nova Paraíba.

Fui convidado para representar os pastores evangélicos do sertão no Culto Ecumênico da posse do Governador Ricardo Coutinho. Sem dúvida tinham pastores muito mais dignos de tão honroso convite, mas fui convidado e fui. O Culto foi essencialmente liderado pelo Dom Aldo Pagotto e o Pastor Estevão Fernandes, que claramente se dão muito bem, mas eu sentei entre Pastor Salvador (Campina Grande) e Dr. Keops Vasconcelos (representante dos Magistrados Espíritas da Paraíba). Também no palco estavam o Pr. João Filho (João Pessoa) e o Pai Everaldo (representante dos Cultos Afro-brasileiros). Assim, conforme a Constituição Brasileira, pela primeira vez numa posse de governador da Paraíba, estavam presentes representantes das quatro principais religiões existentes no nosso estado. Foi um marco histórico da nova Paraíba! Como pastor evangélico digo aos meus irmãos que a Constituição Brasileira não existe somente para proteger-nos da perseguição que sofríamos antigamente. Existe também para proteger outras religiões do evangelicalismo que já representa 25% do eleitorado brasileiro!

Rezam O Pai Nosso

Depois do culto assisti a posse do Governador e o seu discurso deixou muito claro a sua intenção de governar com seriedade, honestidade e austeridade. Nestes primeiros dias de mandato ele está implementando com força exatamente o que ele prometeu, com a ênfase em secretários e outros servidores públicos técnicos, para não preencher as vagas simplesmente na base da política, mas escolhendo pessoas de acordo com as suas capacidades para nos levar a uma nova Paraíba.

Até então as nomeações em momentos como estes haviam seguido critérios com a política tendo preeminência. Agora os políticos estão sendo obrigados a entender que as coisas são diferentes. Antigamente, o peso de decisão referente nomeações estaduais dependia do número de votos que aqueles candidatos obtiveram na eleição, mas agora o novo governador estabeleceu critérios técnicos para direcionar as decisões. Evidentemente, num processo complexo como este, dentro de um governo de coalizão, ninguém fica totalmente satisfeito porque o governo novo não pode ignorar as lideranças políticas que ajudaram a elegê-lo, enquanto procura abrir mão de um mínimo possível dos critérios técnicos estabelecidos.

Patos está dentro deste processo e as nomeações para os 34 principais cargos estaduais estão sendo cuidadosamente e criteriosamente feitas.  No passado, as nomeações dependeriam de alguma forma, do número de votos obtidos por candidatos que fizeram parte da coalizão que elegeu Ricardo Coutinho. Assim sendo, o racha seria influenciado pelos seguintes números de votos obtidos em Patos por candidatos estaduais e federais que tem base em Patos e arredores:

Efraim Morais (DEM) – 16.984

Dinaldo Wanderley (PSDB) - 13.932

Bonifácio Rocha (PSB) – 11.007

Monaci Marques (PPS) – 2.716

Antonio Mineral (PSDB) – 2.322

Dr. Ivanes (PSDB) – 1.952

Silvano Morais (PTC) – 891

Tião (PRP) – 866

Demazinho (PSB) – 359

Pelo que eu entendi, Ricardo Coutinho não está se baseando mais simplesmente neste critério político, embora não o desconsiderando totalmente, mas está dizendo que ele é o governador com um grande mandato para mudar para melhor o nosso estado, e ele está insistindo em nomear pessoas que tem condições para realmente contribuir para este fim, com ética e honestidade, deixando claro no processo que somente o governador e vice-governador tem mandato de quatro anos!

Pessoalmente, estou feliz com o início deste governo estadual, mas como já fiz, expressarei a minha opinião quando acho que os rumos estão errados. Pois eu entendo que não há dicotomia entre políticos votados e cidadãos eleitores. Todos nós temos o dever e direito de falar e fazer o que achamos necessário para apoiar este governo que busca acertar o caminho para uma nova Paraíba.


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