comentários  

28 de janeiro de 2011, 23:22

UMA NOVA PARAÍBA: O PRIMEIRO MÊS


Tenho convicção de que temos que lutar por uma nova Paraíba. Tem gente que entrega logo os pontos dizendo que não tem jeito de mudar. Vejo esta posição como um pessimismo pecaminoso.

Existem pessoas que só vêem a política com óculos vermelhos, amarelos, verdes ou laranjas e todas as pessoas com cores diferentes das suas são automaticamente eliminadas. Acho esta posição ridícula.

Existem pessoas que estão contra o atual governo porque levavam mais vantagens com Maranhão ou com Cássio no poder. Vejo esta posição como egoísta.

Uma nova Paraíba tem que visar direitos iguais para todos, tendo a ética e honestidade orientando todos os níveis do governo, com a competência como fator decisivo na escolha de funcionários públicos, de qualquer escalão, com quem o jeitinho não tem vez. Elegemos um governador com esta visão, que está de acordo com a sua filosofia e o seu histórico político. Ricardo Coutinho afirma está consciente que foi eleito para “acabar com mais de 100 anos de vícios da política da Paraíba”. É um desafio e tanto!

Diante deste desafio de Golias eu acho que exige de nós, que queremos uma nova Paraíba, muita paciência. Demos um mandato expressivo de quatro anos a Ricardo Coutinho para colocar este estado no caminho da transformação, mas muitas pessoas estão exigindo uma vara mágica para resolver tudo em quatro dias, e isto com uma bagunça paralisante herdada do seu antecessor!

É claro que nós em Patos não concordamos com todas as nomeações governamentais que afetam a nossa cidade e região. Acreditamos que algumas delas são incompatíveis com o conceito da nova Paraíba e terão que ser revistas posteriormente. Entretanto, entendemos que neste primeiro semestre o Governador tem que focar no macro e não no micro. Ou seja, Ricardo Coutinho tem que se concentrar em equilibrar o estado financeiramente, estado esse com o maior desequilíbrio financeiro do Brasil! Ele também tem que focar nas nomeações estaduais para depois pensar nas nomeações municipais.

É fácil criticar a demora de nomeações em Patos, mas é igualmente fácil perceber porque isto está acontecendo. Na velha Paraíba, se Maranhão ganhasse, então Francisca Mota nomeava todo mundo em Patos e pronto! Se Cássio ganhasse, então Dinaldo nomeava todo mundo e fim de história! Agora, neste novo momento político, o processo é bem mais complexo, exigindo uma habilidade política fora do comum por parte do governador. Além disso, precisamos lembrar que o estado está na UTI e uma gripe ou uma unha encravada em Patos podem esperar um pouco.

Até o momento de escrever este artigo o placar aproximado das nomeações para cargos de direção em Patos é:

Dinaldo 47%

Governador direto 27%

Antônio Mineral 13%

Socorro Marques 7%

Bonifácio Rocha 7%

Entretanto, além dos cargos de direção estão sendo distribuídos empregos em geral na cidade, onde na maioria dos casos, o único critério usado para demitir um e empregar outro é a sua cor partidária. Isto é errado, falta o critério técnico e não tem nada haver com a nova Paraíba. Estas questões, a meu ver, deveriam que ser revistas com tempo para a nova Paraíba não perder seu rumo.

Chegando ao final do primeiro mês do Governo Ricardo Coutinho a palavra do mês é paciência. As coisas estão um pouco caóticas, às vezes são, mas a gente sente o governo tentando acertar um caminho novo apesar de ter tantos aliados que não tem este compromisso. Estes primeiros meses de um governo querendo quebrar paradigmas, inevitavelmente, produzirão bastante turbulência, mas isto é bem melhor de que a calma de um cemitério onde todos estão mortos e onde não muda nada!

 

John Philip Medcraft


Publicidade
Publicidade

Comentários

O utilizador reconhece e aceita que o PATOSONLINE.COM, apesar de atento ao conteúdo editorial deste espaço, não exerce nem pode exercer controle sobre todas as mensagens. O PATOSONLINE não se responsabiliza pelo conteúdo de mensagens publicadas no mural ou comentários de postagens.