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15 de fevereiro de 2011, 21:57

A Essência do Evangelho


Uma das características de Jesus que mais me chama a atenção é o fato de Ele ter predileção pelos excluídos, ou seja, por aqueles que não importam muito para a sociedade.

Na época de Jesus havia uma barreira que impedia as pessoas ditas “impuras” de participarem ativamente da sociedade principalmente da vida religiosa. Jesus, diante destas pessoas lhes mostra a importância de uma vida orientada pela Palavra de Deus, porém Ele o faz de maneira equilibrada preservando o respeito à pessoa humana. Vejo que o Evangelho é instrumento de humanização e favorece o encontro com Deus, aliás, muito me encanta o humanismo cristão elogiado por grandes pensadores, até mesmo, não cristãos.

Em todos os textos bíblicos que narram o encontro de Jesus com as pessoas fica claro o jeito diferente com o qual Ele trata a cada um. Aqui está a mística da evangelização de Jesus: uma forma diferente de acolher e orientar a situação de cada pessoa. É por isso mesmo que tanta gente ia ao encontro d’Ele para ouvi-lo, vê-lo, tocá-lo e estas pessoas tinham a convicção de que o encontro pessoal com Jesus seria transformador para suas vidas.

            Eu me recordo do texto do Evangelho de João 4 que narra o momento no qual Jesus ao passar pela Samaria, em uma de suas viagens, pára ao lado do poço de Jacó, lugar que era bastante conhecido e freqüentado pelos samaritanos, para descansar um pouco de uma viagem desgastante debaixo de um forte sol. Ao chegar a este lugar Jesus deparou-se com uma mulher que se se aproximou do poço para retirar água, e daí iniciou-se um diálogo entre Jesus e a mulher samaritana, cujo nome a Bíblia não traz. Ora, não era permitida aos judeus a aproximação tampouco a conversa com os samaritanos já que estes eram tidos como pagãos, pecadores, distantes de Deus e incapazes de receberem algo de Deus. Esta era a condição e o tratamento dado aos samaritanos: de total desprezo. Jesus foi de encontro a esta maneira absurda de interpretação da Palavra de Deus que fazia dela um obstáculo instransponível para se chegar a Deus. Ele mostra que a verdadeira chave de interpretação da Palavra de Deus é o amor. O amor é capaz de transformar um coração endurecido, egoísta, fechado em um coração capaz de acolher a todos indistintamente. E o texto termina mostrando que o diálogo entre Jesus e a samaritana foi fundamental para transformar a vida de alguém que até então só havia escutado palavras de condenação.

O Evangelho é na sua essência amor. O mesmo evangelista João diz que “Deus é amor” e o Apóstolo Paulo na belíssima Primeira Carta aos Coríntios capítulo 13 reforça que ao final só “o amor permanecerá”.

Acredito firmemente na proposta do Evangelho como fonte divina de aproximação entre Deus e o ser humano. Agindo desta maneira estaremos contribuindo positivamente para que mais pessoas se encantem e sejam iluminadas pela Palavra de Jesus Cristo.


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