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26 de abril de 2011, 17:00

Cães soltos nas ruas de Pombal e os transtornos causados à população


Cachorros perambulando pelas ruas de Pombal é o que não falta. Se o IBGE os considerasse no senso, a estatística aumentaria semelhante a da população do município.

Basta enxergar os personagens das ruas da cidade para observar que muitos resultam de indecifráveis miscigenações.

De nada colaboram com a cidade nem com a saúde de sua gente, pelo contrário os “sem-teto”, perambulando pelas ruas e avenidas se tornam ameaças para quem os encontra além do que, se transformam em imagem negativa para o nosso cartão postal.

Se ao menos contribuíssem com o índice do FPM poderiam ser vistos com outros olhos, quem sabe como um ponto positivo no equilíbrio das receitas e despesas orçamentárias da minha querida Pombal.

Não conseguiria precisar quantos cachorros rondam pela cidade, mas na região onde eu moro (próximo ao terminal rodoviário) já flagrei quinze de uma só vez rodeando uma pobre e indefesa cadela que não parecia tão bela para despertar tanto interesse dos varões caninos.

Mas quem sou eu para entender o mundo animal? Em mim apenas a certeza de que não crio cachorros, embora escute quase que diariamente as minhas filhas sonharem com uma bela raça, até nomes já relacionaram nos seus momentos discursivos: Paco, Mel, Oki, Maia... pelo desejo delas seria os mais novos “membros” da família.

Esses, certamente pertenceriam a uma classe privilegiada, se é que cachorro tem esse tipo de coisa, pois não viveriam a perambular pelas ruas de forma errante, teriam comida, cuidados e carinho.

Mas voltando aos cachorros que perambulam pelas ruas de Pombal, estes que discriminados e marginalizados vagam entrando em beco e saindo em beco, passando aqui e acolá, silenciosamente ou em alarido, abandonados à própria sorte.

Descuidados, magros, sarnentos e doentes, revirando as lixeiras na busca da sobrevivência do dia a dia, enfim “esquecidos” vão se multiplicando.

A prefeitura deveria tomar uma atitude como se via em outros momentos, o problema e ainda ninguém disse o que serão feito deles?

Infelizmente os “sem teto” causam problemas. Enxotados, agredidos e acuados, às vezes, respondem agressivamente aos maus tratos. A grande matilha também está sujeita a doenças transmissíveis aos humanos, um problema de saúde pública. Ou estou enganado?

Quem já viu os cachorros pelas ruas de Pombal acha até engraçado, se juntam em bandos atrás das fêmeas no cio. Como não são vacinados, se tornam perigosos.

A solução passa a ser de ordem pública, ou seja, de responsabilidade da administração da cidade. O fato é que algo precisa ser feito objetivamente.

Para não ficar sem sugestões, arrisco um palpite: pesquisar o que outras cidades fazem. As grandes, as médias e principalmente as pequenas como Pombal, “carentes” de recursos.

Poderia ser um primeiro passo e na seqüência a abordagem do tema em discussão objetivando alternativas para resolver o problema.

Pois bem meus caros leitores, o assunto não se esgota, mas vamos parar por aí senão a história vai longe... o que precisamos entender é que Pombal não pode, depois de tantos títulos importantes como: a Terra de Celso Furtado, da Cabocla Maringá, de Leandro Gomes, da Fé, Devoção e Religiosidade, ficar também conhecida como a cidade dos cachorros nas ruas.

O que não dá é fazer de conta que o problema é irrelevante frente a tantas outras prioridades do município. Com a palavra as autoridades que deveriam no mínimo disponibilizar um ossinho para os cachorrinhos pobres e sem teto da minha cidade.

Com certeza vão ficar felizes e agradecidos.. Au! Au! Au!

 

Marcelino Neto

 


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