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11 de novembro de 2011, 12:53

“Prevenir é melhor que amputar”


Essa frase me foi apresentada por um cirurgião vascular; achei deveras interessante e resolvi destacar aqui.

De forma objetiva, será abordado um tema bastante freqüente na prática clínica de médicos generalistas, cirurgiões gerais e vasculares. Através de tópicos simples, a doença arterial periférica vai sendo compreendida de forma ampla e instigando a curiosidade dos leitores para desvendá-la de maneira precoce.

Conceito

A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) representa um conjunto de manifestações clínicas causadas pela diminuição da circulação arterial nas artérias das extremidades.

Causas

Existem diferentes causas para a DAOP, porém a principal delas é a ATEROSCLEROSE, formação de placas de ateroma nas artérias. Destacam-se entre outras causas: aprisionamento da artéria poplítea, doença cística adventícia da artéria poplítea, ergotismo e pós-oclusão arterial aguda.

Fisiopatologia

De forma sucinta, a fisiopatologia da doença em questão consiste em uma limitação obstrutiva do fluxo sanguíneo, levando à isquemia tissular, ou seja, falta de oxigenação aos tecidos e desenvolvimento dos sintomas, com possível destruição local.

FATORES DE RISCO

Esse tópico é o mais importante, visto que, concordando com o ditado popular “prevenir é melhor que remediar”, verifica-se que, com maior conhecimento sobre os fatores de risco, torna-se mais fácil evitar danos maiores. Há uma grande quantidade de fatores de risco; alguns não podem ser modificados, como a idade e o sexo (homens entre 50-70 anos são mais acometidos pela doença), todavia existem fatores modificáveis, como por exemplo: o tabagismo e o sedentarismo. Além disso, as principais doenças envolvidas com a DAOP são diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, as quais podem ser bem controladas com mudança de estilo de vida e uso correto de medicações.

Diagnóstico

 O diagnóstico é eminentemente clínico e baseado em uma boa história clínica e exame físico detalhado. Na anamnese são pesquisados sintomas como claudicação intermitente, dor em repouso e a existência de fatores de risco. No exame físico, o paciente deve ser avaliado quanto à ectoscopia, palpação de pulsos e pesquisa de úlceras ou áreas de necrose. Exames complementares podem ser úteis em certos casos.

As manifestações clínicas mais comuns são: (1) claudicação intermitente - dor muscular ao esforço físico que regride ao repouso; (2) dor em repouso - dor intensa de caráter permanente, que obriga o paciente a permanecer com a extremidade comprometida pendente; (3) presença de úlceras e gangrena - quadro crítico, quando associado à dor e lesões necróticas sinaliza risco iminente de perda da extremidade. Diante da sintomatologia do paciente e após exame físico, pode-se classificar em qual estágio da doença o paciente se encontra, importante para instituir terapêutica adequada.

Tratamento

O tratamento é dividido em condutas clínica e cirúrgica (intervencionista). A primeira geralmente é instituída em pacientes assintomáticos ou com claudicação leve a moderada e consiste no uso de vasodilatadores, principalmente, controle dos fatores de risco e cuidado das lesões cutâneas. Já a segunda é escolhida em casos de pacientes com dor em repouso e/ou presença de lesão trófica e é baseada em diferentes técnicas, entre elas: cirurgias abertas, endovasculares e indiretas. A melhor conduta deve ser tomada a depender da individualidade de cada paciente e, mais especificamente, pelo cirurgião vascular ou angiologista.

 

¹ ² ³Maria do Bom Sucesso Lacerda Fernandes Neta

Novembro 2011

 

 

E-mail para contato: sucessomed@hotmail.com

¹Patoense, 23 anos, mais conhecida como “Cessinha”, poetisa, escritora.

²Interna de medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande.

³Membro da Academia Patoense de Artes e Letras.


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