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13 de fevereiro de 2012, 19:16

VELOCIDADE OU VIDA?


O número de acidentes de trânsito em Patos e redondezas é algo que preocupa a todos nós. As tragédias chocam e ceifam vidas preciosas e os acidentes menos graves superlotam os hospitais com vítimas esperando por cirurgias. Desta calamidade toda que lições podemos aprender?

O que direi não escrevo como santo, mas acho que a grande maioria de nós motoristas e motociclistas corremos demais. O excesso de velocidade é uma das grandes causas de acidentes de trânsito.

Dentro de Patos, nós pisamos demais no acelerador e precisamos de uma campanha intensa para diminuir esta tendência na nossa cidade. Recorri à Internet para descobrir exatamente qual era o limite máximo de velocidade permitida em zona urbana e aí encontrei uma complicação. Pois o Código Brasileiro de Trânsito dá quatro opções no seu artigo 61:

Art. 61. A velocidade máxima permitida para a via será indicada por meio de sinalização, obedecidas suas características técnicas e as condições de trânsito.

§ 1º Onde não existir sinalização regulamentadora, a velocidade máxima será de:

I - nas vias urbanas:

a) oitenta quilômetros por hora, nas vias de trânsito rápido:

b) sessenta quilômetros por hora, nas vias arteriais;

c) quarenta quilômetros por hora, nas vias coletoras;

d) trinta quilômetros por hora, nas vias locais;

Se eu estiver entendendo este artigo da lei corretamente, acho que nenhuma rua dentro da cidade de Patos permite uma velocidade maior do que quarenta quilômetros por hora e muitas só permitem trinta. Entretanto, poucos obedecem estes parâmetros.

Se a lei fosse obedecida neste sentido, acredito que, no mínimo, metade dos acidentes na nossa cidade seria evitada. Portanto, como mudar esta realidade que é do interesse de todos nós?

Primeiramente, precisamos de placas de sinalização de velocidade máxima nas ruas principais de Patos. Mesmo que as placas não obriguem obediência, elas fazem parte do processo de conscientização. Acabo de dirigir da entrada no leste de Patos perto da sede da Energisa, até a saída da cidade no outro extremo oeste, depois do Bairro Bivar Olinto. Depois disso, andei do Alto da Tubiba no sul até a Cruz da Menina no norte. Nestes percursos encontrei apenas quatro placas de sinalização de velocidade máxima, todas juntas, perto do Bivar Olinto! Isto quer dizer que temos uma placa para cada 25.000 habitantes! É um absurdo!

Uma vez que o STTRANS resolver esta questão e colocar placas claras nas vias principais da cidade, o próximo passo será a colocação de barreiras eletrônicas fixas e móveis para que a velocidade máxima das ruas de Patos seja obedecida ou seus infratores serão multados. E por falar em controle eletrônico de velocidade, para onde voaram os chamados “pardais” que foram anunciados pela Prefeitura e que vinham ajudar neste sentido?

Sem dúvida, vai ter gente contra esta proposta, mas depende de quanto vale uma vida. Em todas as cidades mais desenvolvidas do mundo, este tem sido o caminho, e Patos não pode fugir disso. Quanto mais tempo Patos deixar de colocar a casa em ordem, quanto mais caótico e mortífero o trânsito ficará. Pois, a imprudência ligada ao excesso de velocidade faz com que as motos pareçam, frequentemente, com discos voadores, causando até dezenas de acidentes na cidade por dia. Pior ainda é quando se mistura a velocidade ao álcool no volante, tornando-se a prescrição para a morte e a receita perfeita para uma tragédia. Temos que controlar os excessos nas ruas de Patos porque paz no trânsito é do interesse de todos nós.

 

Pastor John Philip Medcraft

 



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