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22 de março de 2012, 21:38

Porque Deus É Deus?


Quando os filósofos pretendem provar a existência de Deus usam argumentos que falam da natureza divina. No porquê, muitas vezes já está presente o o que e o para quê. Por que precisamos de Deus para explicar o mundo, que Deus é esse que explica o mundo e para que precisamos de Deus em nossa vida?

Vamos resumir algumas respostas que aparecem na Filosofia.

Deus é causa - Só se pode explicar tudo o que existe, de maneira tão bela e tão ordenada, tão funcional e tão inteligente, se aceitamos que existe uma inteligência criadora ou, se não for criadora (há filósofos que não aceitam Deus como criador, pelo menos um.a inteligência organizadora. Esse argumento causal está em Platão, Aristóteles, em filósofos cristãos, como Tomás de Aquino, em filósofos árabes, como Avicena, em filósofos judeus, como Maitnonides e Espinosa.

Deus é medida do bem- Para podermos dizer que algo é mais justo ou menos justo, melhor ou pior, para haver uma moralidade real no ser humano, na vida e no mundo, é preciso que haja Um conceito supremo de bem, Uma medida absoluta.

Platão e Aurélio Agostinho enfatizaram esse argumento. O escritor russo Dostoievski cesura essa idéia assim: "Se Deus não existe, tudo é permitido". Por isso Nietzsche, que declarou a morte de Deus, também escreveu o livro Além do bem e do mal,

onde o bem. e o mal são conceitos relativos e devem ser ultrapassados. Aqui citamos o argumento a favor da existência de Deus corno parâmetro para as leis morais - se é possível ou não um.a ética sem Deus

Deus dá sentido - A natureza, a vida, o Universo só fazem sentido dentro de

uma concepção inteligente, de um projeto concebido por um Ser Perfeito e Todo­-Poderoso. Se tudo Fosse resultado do acaso, nossa vida pessoal e a existência  da humanidade não teriam nenhum sentido. Estaríamos soltos, sem rumo, sem propósito. O sentido só ganha corpo, aliás, se houver a  idéia  de eternidade esse pedaço de vida que vivemos não dá para esgotar todas as nossas possibilidades e nossa sede de sentido e perfeição. Portanto, a idéia de Deus, de sentido existencial, está ligada à imortalidade da alma.

Deus é imanente – Deus está presente em todas as coisas, no Universo, dentro e fora de nós, por isso, podemos observar suas leis agindo em tudo e, ao mesmo tempo, podemos sentir essa presença. Espinhosa enfatiza esse estar de Deus em tudo e Bergson mostra que é possível experimentar  essa divindade em toda a criação. Quando essa idéia é levada ao extremo, temos o que se chama panteísmo – em que Deus e a natureza são uma só coisa. Essa é a posição do próprio Espinosa e dos idealistas alemães, como Hegel Fichte.

Deus é transcendente – Deus está além e todas as coisas, pois tudo muda, tudo se move, tudo nasce e morre, tudo é limitado – mas, Deus é eterno, infinito, nunca se modifica, ele pode estar em tudo, mas não é tudo. Aristóteles, Agostinho, Martin Buber falam muito de Deus como Ser, como Outro, como Tu.

Deus é finalidade -  O ser humano está sempre em busca de beleza, do bem, da felicidade, quer sempre algo mais, está sempre insatisfeito. Sonha com utopias, deseja sentir-se pleno, inteiro, almeja algo que muitas vezes nem sabe o que é.

Sócrates, Platão, Aristóteles, Agostinho, Tomás de Aquino ou um filósofo árabe como Al-Ghazzâlli e tantos outros identificam essa busca humana como busca de Deus – supremo amor – e dizem que só Nele poderíamos encontrar esse bem completo, a verdade total e a felicidade absoluta.

Deus é perfeição – Somos seres imperfeitos e temos a idéia de um Ser perfeito. De onde viria essa idéia, como  poderíamos sequer imaginar a perfeição, o infinito, a eternidade, se somos imperfeitos, finitos e mortais?

A idéia de Deus nos seres humanos é a marca do Criador na criatura; trazemos essa idéia inata, Esse é o maior argumento de René descarte.

Mundinho de Malta


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