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06 de julho de 2012, 18:43

SAÚDE: BASTIDORES DE UMA REUNIÃO PROVEITOSA


Reunião sobre os problemas no HRP

Como Presidente do GIAASP, participei da reunião do dia 04 de julho sobre a crise hospitalar em Patos a convite da Diretora Dra. Silvia Ximenes. Foi um importante diálogo entre direção e médicos do Hospital Regional de Patos com a participação de representantes da OAB, Lions, Rotary, Maçonaria e Conselho Municipal de Saúde. O Gerente da 6ª Região de Saúde, José Leudo, também estava presente.

A Diretora expôs sua visão a respeito da atual situação no HRP diante da entrega de 220 plantões pelos médicos. Ela afirmou que não havia condições de atender ao pleito dos médicos diante da Lei de Responsabilidade Fiscal e também porque atendendo ao pleito teria criado uma bola de neve no Sertão como um todo. Ela disse que diante da situação, o Governo do Estado já fechou a escala de plantões com médicos de João Pessoa para a urgência e emergência do mês de julho e posteriormente fará a mesma coisa com plantões ligados ao bloco cirúrgico. Ela apontou uma possível solução definitiva para o HRP através da entrega do gerenciamento do mesmo a uma Organização Social como foi feito na Maternidade de Patos e fez um convite aos médicos para voltarem aos seus plantões enquanto isto não se concretizasse.

Os médicos por sua vez expressaram satisfação pela possibilidade do HRP ser gerenciado por uma OS porque o salário de todos na Maternidade sob este regime é muito mais alto de que no HRP. Entretanto, os médicos se declararam indispostos a confiar nesta possibilidade que provavelmente levará até janeiro de 2013 para se concretizar, diante do fato de que eles afirmaram terem sidos decepcionados pelo Governo no passado.

O debate que seguiu envolveu os representantes da Sociedade Civil Organizada tentando intermediar uma proposta para solucionar o impasse, que tanto protegesse o público carente, como também estivesse ao alcance das possibilidades legais do Governo do Estado e que ainda valorizasse a classe médica de Patos juntamente com enfermeiros e todos os outros funcionários do HRP. A discussão franca e aberta contou com a concordância dos médicos presentes em aceitar a marcação do ponto na chegada para plantões, fiscalização de presença de duas em duas horas nos plantões e a extinção dos plantões de sobre aviso. Estas regras, existentes em João Pessoa, seriam aceitáveis se houvesse isonomia salarial com João Pessoa.

Todos os presentes concordaram que a classe médica de Patos é digna da remuneração que os colegas em outras cidades recebem e até mereciam mais do que os médicos na capital que às vezes nem querem pensar em trabalhar no Sertão. Entretanto, o Governo do Estado não tem condições para atender a reivindicação dos médicos e isto deixou o debate na estaca zero. Os companheiros do GIAASP, OAB, Maçonaria, Lions, Rotary e CMS sentiam que apesar da hora avançada não se podia encerrar a reunião deste jeito sem definir alguma proposta concreta.

Foi então eventualmente definido que a classe médica se reuniria até sexta-feira para decidir se concordariam em voltar ao trabalho num gesto de boa vontade em prol da saúde dos pobres, precisando da sua ajuda, e que seria pedido através da direção do HRP que o Secretário de Saúde apresentasse uma proposta provisória e emergencial de melhoria salarial aos médicos para dar tempo ao Governo para instalar a OS e assim, definitivamente, melhorar salários de todos no HRP, melhorar o atendimento e a estrutura física para o bem de todos. Foi concordado que, se com 30 dias, o governo não desse pelo menos um gesto financeiro provisório de boa vontade aos médicos então eles teriam todo direito de entregar os seus plantões novamente. É evidente que não queremos isso. Gastamos horas das nossas vidas nesta tensão e estresse porque queremos ver uma solução justa, ética, possível e legal para todos que trabalham e usam o HRP. Que Deus ajude a todos a chegarem a este fim.

 

Pr. John Medcraft

 


 


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