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05 de novembro de 2012, 12:33

O Nacional será internacional


Se ninguém quer assumir a presidência do Nacional de Patos, eu topo a parada, e antes que alguém venha dizer que eu não sou muito ligado em futebol, eu respondo com uma pergunta: E Ricardo Teixeira entendia ou entende de futebol? E Rosilene Gomes entende?

Engana-se quem pensa assim. Eu sei muito bem que futebol é um esporte que se joga com os pés (às vezes com a mão também) e tem 11 jogadores em cada time (às vezes 12, principalmente quando o Flamengo ou o Corinthians estão em campo).

No entanto, embora eu aprecie futebol, mas não o suficiente para me descabelar nem quando a seleção perde final de Copa do Mundo, para ser presidente de um clube não se precisa saber nada desse esporte, precisa saber de gestão, outra coisa que eu também não entendo, mas aqui estão os meus planos para o time:

Primeiro: Vou acabar com essa história de “Canário do Sertão”. Canário é um passarinho pequeno e frágil e na minha gestão o clube vai passar a ser “A Águia do Sertão”.

Isso é para meter medo no “Pato”, no “Galo”, na “Raposa”, e até no “Urubu”, porque a águia é dominadora dos ares e representa a força, o poder e a perspicácia.

 Segundo: Darei outros nomes aos atletas. Na minha gestão todos os jogadores terão apelidos: o camisa dez será “Furacão”, o camisa 11 será “O Terrível”, o camisa 9 será chamado de “Chuta Forte”, o camisa 8 será o “Abominável homem do gramado” e o camisa 7 será chamado de  “Explosão”. Isso é psicologia aplicada e os adversários tremerão nas bases.

Os jogadores de hoje em dia se chamam Geraldo Luiz, Antônio Silva, Leonardo de Sousa, e como é que um Geraldo Luiz pode ser um craque com um nome desses? E como um adversário pode temer um jogador chamado Antônio Silva? E mesmo que Leonardo de Sousa seja um craque seu nome não ajuda e não impõe respeito.  

No passado os jogadores tinham nomes marcantes: Roberto Dinamite, Serginho Chulapa, Leão, Casagrande e Mauro Galvão. Hoje a maioria deles tem nomes chochos, nomes sem nenhuma energia: Leandro Damião, Wellington Silva, Paulo Henrique e José Maria.

Nem minha mãe iria temer jogar com um time que tem um jogador com o nome de José Maria.

Faltam nomes viris e hostis no futebol.

Terceiro: Vou contratar 18 jogadores e o clube não vai pagar os salários deles. Faremos um contrato com empresas de Patos e cada empresa pagará um atleta. A empresa “A” pagará o atleta “Furacão”, a empresa “B” pagará o atleta “Terrível”, e por aí vai, e dessa forma não teremos problemas com a folha de pagamento.

Por conta disso não haverá um patrocínio único estampado em todas as camisas. Cada atleta terá um patrocínio diferente no uniforme, com o nome da empresa que lhe paga o salário. Os patrocínios das camisas dos reservas serão um pouco mais baratos.

Se for para estragar a camisa do clube que se estrague dessa forma, afinal os times hoje usam suas camisas mais em função de seus patrocinadores do que em função de suas tradições, de forma que o Fluminense ainda vai passar a se chamar Unimed, o Internacional nesses dias vai se chamar Banrisul e já há quem chame o Cruzeiro de BMG.

Quarto: Na minha gestão jogador não poderá fazer corpo mole, não poderá simular falta na área, não poderá tirar a camisa depois de fazer um gol (se fizer isso será demitido) e nem poderá atribuir a vitória do time a Deus.

Deus não torce por time nenhum. Se Ele torcesse por algum time o futebol não teria graça e nenhuma lógica e Ele, como juiz absoluto e perfeito que o apóstolo Paulo disse que Ele É, jamais vai torcer pelo Vasco da Gama ou pelo Botafogo da Paraíba ou pelo XV de Piracicaba, e nunca vai tomar partido nem pelo goleiro nem pelo atacante no momento do pênalti.

Quinto: Com as vitórias virão os títulos, com os títulos virá o dinheiro, e com o dinheiro comprarei um avião para o Nacional de Patos. Em três anos já teremos esse avião, em quatro anos construiremos o nosso próprio estádio, e em dez anos já teremos um título brasileiro da quarta divisão, um título brasileiro da terceira divisão, um título brasileiro da segunda divisão e dois títulos brasileiros da primeira divisão, e da primeira divisão não sairemos jamais. Teremos também duas Copas de Brasil, duas Libertadores e pelo menos um título mundial de clubes.

Eis aqui minhas propostas. Se quiserem o meu apoio o meu email está logo aí embaixo.

 

Wandecy Medeiros – wandecymedeiros@gmail.com


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