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01 de abril de 2013, 08:43

A Existência e a Liberdade


Jean-Paul Sartre foi um dos filósofos franceses mais aclamados do século XX.

Ele criou uma filosofia que viria a ser muito influente e cujo principal empenho era o de observar e pensar o indivíduo concreto a partir da sua experiência concreta no mundo. A consciência do ser humano está mergulhada no mundo. O objetivo do filósofo era escapar daquelas doutrinas otimistas do século XIX que esqueceram o ser humano concreto e assegurava o sentido a história e da certeza do progresso humano. Ele se referia aos sistemas como o marxismos,o idealismo e o positivismo que,de forma abstrata e irreal,diziam ter captado a realidade e o sentido da vida. O que interessava a Sartre era o estudo do homem em sua singularidade e em sua existência real.

Sartre defendeu a idéia de que a existência humana é anterior a sua essência esse termo ele emprestou de Heidegger. Isso significa que não existe nenhuma espécie de natureza humana, nem natural nem divina. A essência do ser não é dada em fixa. O que o homem não é anterior à sua existência, à sua vida concreta, ao ato de existir no mundo. Por isso, a filosofia de Sartre foi chamada de existencialista, título que ele aceitou.

Para ele, existiria uma noção bastante comum de Deus fabrica o humano segundo um plano e com uma natureza determinada. Mesmo no século XVIII,diz Sartre,quando surge o ateísmo, abandona-se a idéia de Deus, mas continua-se defendendo  a idéia de que os seres teriam uma essência dada pela natureza. A essência, para os filósofos iluministas, seria anterior à existência dos humanos, porque eles possuem uma natureza. Tanto no caso que defendem Deus como artífice quanto no caso dos que acreditam que a essência do ser humano vem da natureza, existe uma idéia de essência humana encontrada em todos os homens. Os seres particulares e individuais são frutos de um conceito universal de ser humano. Para correntes como essas, em essência, todos os homens possuem características e capacidades semelhantes.

O existencialismo de Sartre é uma crítica a esses dois tipos de pensamento. Em primeiro lugar, ele proclama que Deus não existe e que a natureza não determina o que o ser humano vai ser e não há natureza humana, porque não existe um Deus que a fabricou. O homem, em primeiro lugar, existe como ser finito. É lançado no mundo, surge e se descobre e só posteriormente se define. É impossível qualquer definição do ser antes de ele existir pelo o simples fato de que quando o ser surge, ele não é nada. Assim, defende Sartre, o ser humano é um projeto que se faz com plena liberdade e responsabilidade por si mesmo.

 


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