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07 de abril de 2013, 09:08

A COPA DE 2014 E A NOSSA SOBERANIA


Não é de hoje que o Brasil e visto pelo mundo como terra sem Lei, fomos colonizados por um país nanico que mesmo assim nos dominou por mais de 300 anos. Outros povos – holandeses, franceses, espanhóis - também tentaram surrupiar nossas riquezas por séculos, talvez por isso em alguns mapas norte-americanos a Amazônia não esteja inserida em nosso território. Isso mesmo, o material didático distribuído em milhares de escolas do EUA trazia a Amazônia como área internacional (foto anexa).

Mas a coisa é pior do que eu pensava, pois antigamente eram nações que tentavam pisotear o Brasil, mas agora até a FIFA, (um organismo que serve para regular as normas que decidem como 22 ex-alunos medíocres devem correr atrás de uma bola durante 90 minutos) está editando normas que interferem na vida dos brasileiros, ignorando até mesmo princípios previstos em nossa Constituição e Leis como o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do Idoso... Dentre outras.

O tal Jerome Valcke, Secretário Geral da “grande” FIFA, talvez se achando a reencarnação seu compatriota francês Napoleão Bonaparte (um anão que desejava dominar o mundo) depois de todas as tolices que falou contra o povo brasileiro conseguiu se superar ao informar que a entidade não vai permitir que nos ingressos, nos manuais e nas transmissões da Copa de 2014 e da Copa das Confederações conste o nome de “Mané Garrincha” como sendo o do Estádio Nacional de Brasília, simplesmente uma Lei Brasileira que externa o reconhecimento por esse grande atleta será ignorada.

E pior, em Salvador, a venda de acarajé está proibida no Estádio da Fonte Nova e a 2km do entorno daquela arena esportiva – exigência da FIFA – fato que fere a livre iniciativa e a liberdade de ir e vir previstas no Art. 5º de Nossa Constituição.

Será que a FIFA esqueceu que o Brasil é regido pelo princípio de Direito Internacional que obriga os estrangeiros a cumprir nossas Leis, ou ainda pensa que somos colônia e obedecemos as Leis europeias? , Amigos, Bilhões de nossos suados impostos foram gastos nesses elefantes brancos, inúteis, que depois da Copa vão ficar ao Deus dará – tal qual o Engenhão (desabando depois de 5 anos de uso) – enquanto o Nordeste se acaba sem transposição, sem a Transnordestina, sem a conclusão da refinaria de Abreu e Lima, sem o metrô de Fortaleza, Salvador e outras capitais e entregue aos maiores índices de criminalidade jamais vistos por aqui.

Não estou falando de ufanismo, mas apenas deixando claro meu repúdio às interferências absurdas da FIFA em nossas instituições, em nossas Leis e em nossos costumes, por exemplo, a meia-entrada para idosos e estudantes vai ser respeitada na Copa? Duvido!

As vezes um chazinho de Coréia do Norte faz bem, pois não dá pra ficar calado e aceitar que até mesmo uma porcaria de organização de futebol pisoteie nossa soberania, nossas garantias constitucionais, e permaneça repetindo essas atitudes sem um posicionamento mais duro de nosso Governo ou da grande mídia (que só pensa no lucro das transmissões e propagandas). Tudo isso me faz recordar a capa de “Brasil” disco do Ratos do Porão (1990) onde um brasileiro desdentado com uma bola debaixo do braço observa feliz e sorridente o país a sua volta. Parece que quase nada mudou de lá pra cá.

 

Taciano Fontes é advogado

 

 

 

 


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