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06 de março de 2014, 07:41

Flores, pássaros, frio, paisagem deslumbrante e comida da melhor qualidade


Imagine um lugar que existe a 270 anos, que foi construído pelos escravos, que no mês de junho dá facilmente 13 - 15 graus e que agora, em pleno mês de março numa bela segunda feira de carnaval marcava 24 graus quase ao meio dia. A viagem era sem destino, se desse iriamos até o ponto mais culminante da Paraíba, o Pico do Jabre. No pé da serra fica ''O Casarão do Jabre”, que de quinta a domingo, além de pousada, tem uma excelente culinária.

Sem demonstrar que a entrevistava, perguntei a Dalvanete Dantas, ''que ama tanto o lugar e aquilo que faz que quando começa a falar chega a fechar os olhos,'' aquilo que me interessava. Como a fome era grande decidimos partir para uma ''galinha de capoeira, a moda da casa''. O tempero equilibrado do frango não tinha nenhuma invenção, simplesmente delicioso, provavelmente preparado na própria ''graxa'' da galinha com pimenta do reino e cominho na dose exata. O arroz, sim, esse era um belíssimo arroz de graxa, irreparável, saboreado lentamente por todos á mesa.  A salada verde com lascas de manga, regado a um molho da casa, além de belíssima apresentação combinava cores, o que acrescenta em muito a capacidade nutritiva da salada. Quanto mais cores, mais sabores e mais nutrientes. Uma salada fria com repolho branco cortando em rendas, com pedacinhos de abacaxi, rodelas finas de azeitonas, creme de leite, salpicada com orégano, além de muito bonita também aprovadíssima por todos.

Uma travessa com rodelas de batatas doces acompanharam muito bem o prato que anunciava - se para dois, serviu esplendidamente  três pessoas. O tempo de espera foi de 20 minutos. O preço 40 reais, Justíssimo. No cardápio pernil de suíno, cordeiro regado a molho aos quatro queijos ou agridoce. Algumas comidas regionais como o cordeiro guisado e a carne de sol.

Ao redor da casa, no quintal, entre o casarão e os chalés da pousada um jardim com mais de 300 espécies de plantas nativas do sertão. Plantas cinematográficas, árvores com bromélias e trepadeiras centenárias deixam o cenário simplesmente mágico. Para manter as espécies de plantas silvestres com a seca, Dalvanete tem que comprar água de carro pipa para que as plantas não morram. Tudo isso no casarão.

Ao chegarmos ao topo do Pico do Jabre, por lá alguns ornitólogos, entre eles um português, que estava encantado com o gavião ''turuna”, a águia do sertão, que apesar de em extinção, resolveu morar no alto, do alto do mundo, na ponta da maior antena do Pico do Jabre. Uma segunda-feira com cara de um dia de domingo e uma comida saborosa que vai me levar ao casarão, quantas vezes for possível. Tudo isso há uma hora de patos. 

Grande abraço e até semana que vem. Saúde!

 

Correspondência para
lourimarneto@hotmail.com

 

 

 



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