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15 de maio de 2014, 07:53

Para emagrecer, precisa comer


Muita gente acha que para emagrecer tem que simplesmente fechar a boca e pronto. Não tem engano maior que esse. Para emagrecer, antes de qualquer coisa, você tem que se alimentar bem e regularmente no máximo de quatro em quatro horas.

Alimentar se bem não significa comer bastante ou ainda comer qualquer coisa, é preciso dar prioridade as frutas, verduras, legumes, castanhas, cereais, sucos variados e naturais, carnes brancas, peixes, carnes vermelhas magras e grelhadas com pouquíssimo sal.

Tem gente que acha que quando a barriga ronca de fome está fazendo o maior sucesso e...emagrecendo. Uma pesquisa quentíssima realizada pela nutricionista Roberta Cassani, do Instituto de Nutrição, em Itu, afirma que quanto maior o número de horas sem colocar nada na boca maior fica a sua circunferência abdominal que também é conhecida como ''barriga ou pneuzinho'''.

A descoberta é fruto de uma análise de hábitos e características de 379 mulheres entre 10 a 75 anos de idade, umas mais cheinhas outras em forma. A pesquisa deve ganhar repercussão mundial no próximo congresso da Sociedade Americana para Nutrição que acontece em San Diego.

Primeiro agravante, é que depois de quatro a cinco horas sem comer NADA o indivíduo costuma sair comendo qualquer coisa que encontrar pela frente, normalmente Fast Food com batatas fritas e outras coisas mais. Come bacon com ovos, queijos amarelos-quanto mais amarelos mais gordurosos-, e coisas afins.

PIOR, o corpo humano após um intervalo de 4 a 5 horas sem se alimentar quando praticamente todos os nutrientes já foram absorvidos pelas células, entra na jogada o cortisol, um hormônio que é liberado pelas glândulas suprarrenais em resposta ao estresse provocado pelo jejum, responsável por facilitar o estoque de gordura justamente no abdômen.

Com a obesidade instalada a situação piora ainda mais. ''O próprio tecido adiposo tem uma enzima capaz de aumentar um pouco mais a produção do Cortisol. É um círculo vicioso'', afirma o endocrinologista Márcio Mancini, chefe do grupo de obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo. Por si só a gordura amontoada na barriga é um grande perigo. “Já está mais do que comprovada sua associação com um maior risco cardiovascular”, diz Maria Tereza Zanella, endocrinologista da Universidade Federal de São Paulo. “‘Quando o tecido adiposo não consegue mais acumular gordura, ela parte para o fígado onde ela acaba se instalando e provocando inflamação”, explica Bruno Gelonezze, endocrinologista da Unicamp e orientador do projeto.

A evolução desse quadro, chamado oficialmente de esteato-hepatite não alcoólica é mais um fator de risco para males cardiovasculares, além de ser uma ameaça para o próprio fígado. Tem outros agravantes. Permanecer horas com o estomago vazio, recheado de ar ainda mexe com as taxas de Insulina. É que durante o jejum prolongado, o organismo ativa um sistema de resistência a esse hormônio responsável por encaminhar a glicose para dentro das células a fim de gerar energia para o cérebro, comandante geral das funções fisiológicas. Agora, imagine seu organismo sendo submetido a passar por tudo isso regularmente. ''Estudos mostram que a gordura, principalmente a da região abdominal, também atrapalha a ação da Insulina'' informa a nutricionista Vilma Blondet, da Universidade Federal Fluminense. Um transtorno grande para o pâncreas que acaba produzindo mais Insulina na tentativa de vê-lo funcionar. Com a Insulina sem fazer efeito e a fartura de glicose no sangue, o cenário está armado para o diabete do tipo dois.

Uma boa ideia e o mais rápido possível para os gordinhos com aqueles pneuzinhos avantajados é largar o cigarro, praticar exercícios e emagrecer o mais rápido possível, diz Gelonezze. Diante dessas informações não é exagerado dizer que o hábito de jejuar tem potencial para destrambelhar o organismo inteiro. A barriga que você vê no espelho é só a ponta do Iceberg. O ideal seria que, principalmente na infância e na maturidade, entre o café da manhã, o almoço e a jantar, houvesse pequenos lanches a base de frutas, principalmente, totalizando assim de cinco a seis refeições diárias, saudáveis claro.

“Pessoas que desde cedo estão acostumadas a fazer três refeições diárias não precisam mudar, a não ser que esse hábito acabe virando ‘comilança’ é preciso então fracionar as refeições com intervalos regulares, de no máximo quatro horas”, afirma Mário Carra, presidente da Associação Brasileira para o estudo da obesidade e da Síndrome Metabólica.

A verdade é que esses grandes intervalos sem comida está longe de oferecer benefícios. Na verdade, para emagrecer e gozar de boa saúde o jeito ainda é comer direito, devagar e sempre. Afinal, soluções rápidas como medicamentos e dietas de todos os tipos podem até seduzir você, mas não enganam o seu corpo. ''Comer bem do ponto de vista nutricional, e regularmente de quatro em quatro horas, e sempre no mesmo horário reduz o risco de doenças cardíacas e câncer'', informa Andrew Weil, diretor do Centro para Medicina Integrativa da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Vale lembrar que essa proposta não é somente a perda de peso, mas antes de qualquer coisa desacelerar o metabolismo para emagrecer e ter uma boa saúde. Essa pesquisa sobre jejum foi um dos dezenove trabalhos brasileiros que passaram na peneira final desse que é um dos maiores eventos mundial da área de nutrição.

Depois dessas informações é você quem vai decidir se vai deixar de lado ou não os deliciosos lanchinhos nos intervalos das refeições regulares. Se viver é uma arte, para se alimentar bem e regularmente, não precisa ser artista, basta ser disciplinado e bem informado.

 

Saúde é o que interessa, o resto...não tem pressa.

 

Saúde e paz a todos de boa vontade.

 

A boa do comércio.

 

Saber que existe a kabra Forte, uma empresa que tem colaboradores competentes como o amigo Giovanni Dantas, que antes de tudo sabe fazer negócio como ninguém. Porque um bom negócio tem que ser bom negócio para os dois, comprador e vendedor. E é exatamente por isso que Patos é um grande polo comercial. Eu recomendo.

 

Até a próxima semana!

 

 


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