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24 de agosto de 2014, 18:25

Maconha: A penicilina do século XXI


A Revista SAÚDE número 378, de junho desse ano, traz uma matéria que foi manchete do JPB da TV Paraíba no último dia 19 de agosto. É que a justiça libera a importação do canabidiol, ou CBD, um remédio extraído da maconha e ainda proibido no Brasil.
 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) não autoriza a liberação alegando que os extratos do CBD que chegam ao país não são 100 % naturais, ou seja, puros. A batalha que acontece por aqui já venceu barreiras em países como Israel, Uruguai e Canadá, além de 22 estados americanos.
 

Estudos indicam que o CBD ajuda a controlar quadros de epilepsia, esclerose múltipla e transtornos psiquiátricos. A discussão aqueceu depois do curta-metragem ILEGAL, que conta a história da brasiliense  Katiele Fischer, mãe da menina Anny, de seis anos, que importou ilegalmente a medicação como último recurso contra as convulsões da menina que chegavam a oitenta por mês, e que com nove semanas de tratamento com o CBD, as crises praticamente zeraram.
 

Anny recuperou o peso e saiu do estado quase vegetativo. “Ela nunca experimentou uma qualidade de vida assim’’, conta a mãe. Confiantes, os pais entraram na justiçam para importar a droga e ganharam, mas aguardam uma vitória mais definitiva que é a a liberação do canabidiol pela Anvisa.
 

Não estamos falando aqui em “fumar’’ maconha para obter os benefícios demonstrados contra a epilepsia, dor crônica, esclerose múltipla. O remédio à base de maconha, o CBD, é administrado na forma de óleo, spray ou capsula e tem prescrição médica como um antidepressivo.

O potencial terapêutico da maconha fez o psiquiatra Lester Grinspoon, professor emérito da Universidade de Harvard, nos EUA, chamá-la de “A penicilina do século XXI”. Uma referência ao antibiótico descoberto em 1928 que revolucionou o combate a infecções. Como a penicilina, ela é barata, versátil e não tóxica. Afirma o psiquiatra.

A  maconha começou a virar remédio em Israel nos anos 1960. O bioquímico israelense Raphael Mechoulan percebeu que a planta era ignorada pela ciência, diferentemente da morfina e da cocaína, mapeadas pela ciência no século dezenove. O professor distinguiu com minúcias o CBD e comprovou que não tinha efeito entorpecente. Em 1963, o cientista isolou o Tetraidrocanabinol, o conhecido THC, e descobriu que o THC era o responsável pelo ‘’barato’’. O israelense, cotado a prêmio Nobel, descobriu ainda um terceiro ingrediente, o canabigerol também candidato no tratamento da pressão alta.

Não demorou muito para outros cientistas perceberem que a combinação CBD e THC, também combatiam náuseas e vômitos provocados pela quimioterapia. Mas a história  da maconha medicinal também é feita de reveses- reflexo da política antidrogas encabeçada pelos EUA na década  de 1970.

A mais recente droga desse grupo, o Sativex, é um spray oral com combinação de CBD e THC , aprovado em 24 nações, para tratar sintomas de esclerose múltipla e também aliviar dores ocasionadas pelo câncer. O fato de ser um remédio de verdade, e não um chá ou ‘’baseado’’ tem diminuído até a resistência dos próprios médicos.

A principal entidade de saúde brasileira ainda não tem um posicionamento oficial a respeito do assunto e para a maconha se tornar “A penicilina do século XXI”, a discussão (e não só as pesquisas) terá de avançar muito. O fato é que a maconha já deu, dá e ainda dará muito que falar.

A HISTÓRIA DA MACONHA – 1550-AC.

O manuscrito egípcio Papyrus Ebers indica a planta para dores como a do parto. Já o indiano Sushruta Samhita afirma que a maconha estimula o apetite, entre os malucos é chamada de “larica’’ e a libido, além de ser diurética.

1850- depois de mais de mil anos sendo receitada para diversos problemas de saúde, a maconha chega a América e entra na farmacopeia dos EUA como para tratamento de enxaqueca, cólica e epilepsia.

1930- começa a era da proibição da maconha no mundo. Em 1938, o Brasil segue o exemplo americano e a veta. As discussões na ONU classificam a maconha como substância perigosa.

1960- Desvendadas em Israel, as duas principais substâncias da planta o CBD e o THC. O uso ‘’recreativo’’ se populariza.

1970- A política antidrogas dos EUA  atravanca as pesquisas para fins medicinais, e sua ação anticâncer  é descoberta pelos americanos, mas é mantida em sigilo.
1980-Na contracorrente, experimentos demonstram a ação dos medicamentos à base de maconha na ação contra náuseas e vômitos após a quimioterapia e suas propriedades  antiepiléptica e analgésica.

1990- Pela primeira vez são identificados receptores canabinoides no cérebro e o estado americano da Califórnia se torna o primeiro a permitir o uso medicinal, seguido pelo Canadá.

HOJE-Várias pesquisas apontam efeitos contra doenças psiquiátricas e neurológicas, bem como no câncer e a ciência passa a destrinchar os efeitos colaterais.
O Uruguai se torna o primeiro pais a legalizar a produção, consumo, venda e distribuição da maconha, de olho no mercado promissor do produto, seja ele para uso medicinal ou ‘’recreativo’’.

A BOA DO MOMENTO!

Assistir ao Guia Eleitoral como programa de humor. Não há concorrência, tem cada figura...Sem falar nos sorrisões marotos e as propostas que todos sabem, nunca serão cumpridas.

Assim é a democracia, um dos piores sistemas de governo, só que até agora, não inventaram nada melhor, então...preste muita atenção em tudo que todos dizem! Claro que tem gente bem intencionada. O difícil é descobrir quais são eles.

 

Saúde e paz e até a próxima semana!

 

 

 


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