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24 de setembro de 2014, 15:55

O CÂNCER TAMBÉM MORRE PELA BOCA


Uma dieta saudável não vive de inclusões, talvez uma ou outra exclusão. Uma dieta anticâncer pede apenas que você reflita sobre a sua dependência de bifes, hambúrgueres e companhia ''ilimitada''. Mais um conselho para maneirar na carne vermelha vem de um novo estudo da universidade Harvard, nos Estados Unidos, envolvendo 88.803 mulheres. Não houve dúvidas: Teve mais câncer de mama as que se fartavam desses alimentos.

''Substâncias  cancerígenas que surgem durante a exposição de carnes a altas temperaturas podem justificar essa relação'', afirma a pesquisadora Maryam Farvid. Por isso churrasco e frituras não devem ser visitantes diários de sua mesa. Os embutidos  também entram nessa lista. Não estamos afirmando aqui que ''nunca mais'' você coma salsicha ou salaminho com os amigos, mas que isso aconteça com a menor frequência possível. É que os embutidos que são os presuntos, mortadelas, linguiças defumadas, entre outros, tem conservantes, os nitritos e nitratos, que ao interagir com o suco gástrico da digestão se transformam em nitrosaminas. ''Elas podem se ligar ao DNA e atrapalhar a confecção de proteínas que regulam o ciclo celular'', é o que esclarece o nutricionista Fábio Gomes. Além do que, os embutidos costumam virem lotados de sódio e gordura saturada, outros sabotadores do organismo.

É preciso também investir no consumo de vegetais e na troca de produtos refinados por integrais, tomando cuidado com o álcool e ficando de olho na balança, uma vez que a obesidade é uma excelente financiadora de tumores. ''Estudos com diversas populações mostram que a ingestão adequada de vegetais diminui a probabilidade da doença'', exemplifica  Antônio Carlos Buzaid, chefe do Centro de Oncologia Antônio Ermírio de Moraes, do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo.

Calcula-se que somente no ano de 2014, serão mais de meio milhão de novas vítimas. ''Em vez de lavar, picar e temperar uma verdura, as pessoas partem direto para o sanduíche com embutidos'', descreve o jantar de muita gente a médica Lunamaris de Abreu, da Associação Brasileira de Nutrologia.

Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares  do IBGE, nove em cada dez cidadãos consomem menos do que 400 gramas de frutas e hortaliças por dia. A meta equivalente a cinco porções é recomendada pelo Fundo Internacional de Pesquisa em Câncer.  O consumo diminuído de frutas e hortaliças só vem contribuir  para que os números da doença  no país sigam em ascensão.

Brócolis, couve-flor, repolho, acelga, rúcula, da família das Brássicas é motivo de respeito quando se fala de comida com vocação para afastar tumores. Quando são cortados e mastigados, há uma reação química chamada de  isotiocianatos, substância muito estudada  por sua ação anticâncer. ''Elas  protegem as células de elementos tóxicos como os poluentes'', afirma a Nutricionista  Rita de Cássia Castro, professora da Universidade Potiguar - RN. O mais famoso desse grupo, o  sulforafano dos brócolis atua diretamente sobre o DNA, ativando genes supressores dos tumores.

Estudos epidemiológicos realizados na Ásia associam  o consumo de peixes ao menor risco  de tumores mamários. Por isso, deve se incluir pelo menos três refeições semanais com sardinha, cavalinha, salmão ou outros peixes do mar que contem ômega três que é a gordura dos pescados marinhos. Uma das finalidades do ômega 3 é defender nosso corpo do câncer.

O alho é o líder na seleção de alimentos anticâncer segundo o famoso oncologista francês  David Khayat, do Hospital  Pitié-Salpêtrière, em Paris. Segundo o professor, o alho defende principalmente o esôfago, o estômago, os rins e o intestino. “Ele tem um antioxidante poderoso, a alicina”, afirma Khayat. ''Essa substância estimula o sistema imune a detectar e destruir células cancerígenas e ainda pode induzir o suicídio dessas unidades defeituosas'', explica Khayat, afirmando que o alho ainda é mais bem aproveitado quando chega cru ao prato, mas a versão cozida ainda agrega pitadas da alicina.

Outras aliadas do combate ao câncer são o betacaroteno da abóbora e da cenoura e o licopeno  do tomate. Esses são antioxidantes  de primeira que anulam os radicais livres capazes de danificar o DNA. É isso que afirma o Nutrólogo Sidney Federmann, de São Paulo. “Não proponho substituir cirurgias  ou quimioterapias por uma dieta, mas já temos dados de credibilidade que permitem recomendar alguns alimentos como parte de um plano terapêutico”, afirma ainda Federmann. É o que o médico chama de Oncologia Nutricional, que mais que ''forrar'' a barriga, os nutrientes que vão ganhando o corpo irão também aumentar as chances de derrotar a doença.

 

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Porque como diria o compositor baiano. ''Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome. E se você reparar bem verá que as coisas mais legais da sua vida não precisaram de dinheiro. Somente de Atitude. Você não está só, acredite e vá a luta!”.

 

Até a próxima semana!

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