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16 de outubro de 2014, 06:50

E B O L A - ''EMERGÊNCIA SANITÁRIA MUNDIAL''


A doença é classificada como uma zoonose. Embora os morcegos frutívoros sejam considerados os prováveis reservatórios naturais do vírus Ebola, ele já foi encontrado em gorilas, chimpanzés, antílopes, porcos e minúsculos musaranhos. Sêmen, salivas , lágrimas, suor , urina e fezes são hipóteses defendidas pelos especialistas para a transmissão dos animais infectados para os seres humanos.

Ebola é uma febre grave do tipo hemorrágica transmitida por um vírus do gênero FILOVIRUS, altamente infeccioso e que desenvolve o seu ciclo em animais.

Há cinco espécies diferentes desse vírus que recebe o nome do local onde foi identificado. Zaire, Bundibugyo, Costa do Marfim, Sudão e Reston. Este último ainda não encontrado em humanos. O Ebola pode ser transmitido pelo contato direto entre as pessoas, pelo uso compartilhado de seringas e, por incrível que pareça, até depois da morte do hospedeiro, e caso o paciente tenha sobrevivido, o vírus Ebola, pode persistir ativo em seu sêmen durante semanas.

Uma das razões para o Ebola ser tão mortal e resistente é que libera uma proteína que desabilita o sistema de defesa do organismo.

SINTOMAS: O período de incubação dura de 2 a 21 dias. Os sinais e sintomas variam de paciente para paciente, e pelo menos, metade deles vão a óbito. Febre, dor de cabeça muito forte, fraqueza muscular, dor de garganta e nas articulações, calafrios são os primeiros sinais da doença depois de cinco a dez dias do início da infecção pelo vírus Ebola. Com o agravamento outros sintomas aparecem. Náuseas, vômitos e diarreias com sangue, garganta inflamada, erupção cutânea, olhos vermelhos, tosse, dor no peito e no estômago, insuficiência renal e hepática.

No estágio final o paciente apresenta hemorragia interna, sangramento pelos olhos, nariz, ouvidos e também pelo reto, danos cerebrais e perda de consciência. No início pode ser confundida com gripe, dengue hemorrágica, febre tifoide e malária.

Um paciente com o vírus Ebola deve ser mantido em isolamento e os serviços de saúde obrigatoriamente notificados. Ainda não existe tratamento específico para combater o vírus Ebola que infecta adultos e crianças. Também ainda não foi desenvolvida nenhuma vacina. O único recurso terapêutico é oferecer medidas de suporte, como reposição de fluidos e eletrólitos, hidratação, controle da pressão arterial e dos níveis de oxigenação do sangue, além do tratamento das complicações infecciosas que possam surgir.

No Brasil, existem apenas dois centros de referências preparados para tratar pacientes infectados pelo vírus Ebola. O Fiocruz, no Rio de Janeiro, e o Hospital Emilio Ribas, em São Paulo.

PREVENÇÃO: Não só os agentes de saúde, mas todas as pessoas que precisam aproximar-se de pacientes confirmados com o vírus do Ebola, ou suspeitos da doença, são obrigados a usar equipamentos de proteção que cobre o corpo da cabeça aos pés  e que deve ser retirado com todo o cuidado para evitar contaminação.

RECOMENDAÇÕES: 1-Lavar as mãos com frequência com água e sabão, se não for possível, esfregue-as com álcool gel. 2-Não frequentar lugares que facilitem a exposição ao vírus Ebola. 3-Evite contato com pessoas infectadas. Quanto mais avançada à doença, maior a concentração de vírus e mais fácil o contágio. 4-Use vestimentas de proteção, como macacões e botas de borrachas, aventais, luvas e máscaras descartáveis e protetores oculares. Em nenhuma hipótese reutilizar agulhas e seringas. Os instrumentos médicos metálicos que deverão ser reutilizados ,devem ser extremamente esterilizados. 5-Só coma alimentos exóticos de procedência conhecida. 6-Lembre se que o corpo dos doentes continua oferecendo risco de contágio mesmo depois da morte.

É bom lembrar que surtos de Ebola atingiram países da África em 1995, 2000, 2007, mas foram controlados. O Surto de 2014 atinge Guiné, Serra Leoa e Libéria, e já há casos confirmados na Nigéria. A Organização Mundial de Saúde (OMS) determinou estado de ''EMERGÊNCIA SANITÁRIA MUNDIAL'' com o objetivo de conter o vírus e barrar o surto do Ebola, o maior de que se tem conhecimento até agora.

Oficialmente só se considera que um surto de Ebola chegou ao fim após 42 dias sem nenhum novo caso registrado.

 

Lourimar Neto

Fonte da pesquisa: Dr.Drauzio Varella.

 

 

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