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05 de abril de 2015, 10:26

Exercendo a Democracia!


Diante dos protestos ocorridos nas principais capitais do Brasil, em 15 de Março, onde manifestantes reivindicaram o fim da corrupção, a reforma política e o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), precisamos avaliar, com maturidade e responsabilidade, a conjuntura política e econômica do país. Essa análise é fundamental porque está em jogo  o futuro da pátria brasileira.  

O período econômico do país é extremamente complicado, haja vista os recentes aumentos nos combustíveis, na energia e na inflação, que geraram uma tremenda insatisfação em grande parte da sociedade. Entretanto, há alguns políticos infiltrando-se nos protestos só para advogar em causa própria. Fiquemos atentos! Mas, na opinião da jornalista Edlene Bezerra, da cidade Santana dos Garrotes-PB, é preciso a pressão das ruas para que haja a reforma política. O que o Brasil precisa é de reforma política, meus caros! Se eles, os [políticos] não fazem , irão fazer mediante a solicitação das ruas, mas se ficarmos na inércia será difícil ocorrer algo positivo. Nesse contexto, é importante distinguirmos o verdadeiro sentido do que é democracia. O repórter do Correio da Paraíba, o patoense Raniery Soares, reflete: Vivemos o que há de mais puro em relação ao sistema democrático e o grande problema é que muitas dessas pessoas que estiveram nas ruas no dia 15, não viveram intensamente a Ditadura Militar que vitimou inúmeras pessoas e, por muito pouco, não destruiu o nosso país.

Percebi que nessa manifestação há muitas pessoas sem a nítida noção do que é, de fato, um ato democrático, pois conduziam cartazes e faixas solicitando a volta do regime militar. Ora, é muita ingenuidade dessas pessoas, pois, se a Ditadura voltasse ninguém poderia sair às ruas para protestar, e sem falar que estes cartazes traziam dizeres que são inconstitucionais, como explica a Constituição no seu Art. 5°. “Constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático”. São atitudes assim que não corroboram com a democracia.

 Contudo, é indiscutível que são justas e pertinentes as manifestações, de forma pacífica, como se constituiu a maioria delas. Com efeito, as causas dessas manifestações têm raízes profundas, diretamente, relacionadas a problemas na saúde, educação, segurança, habitação, saneamento básico, emprego e, ainda, a reforma política.  Desse modo, o viés partidário não deveria entrar no contexto, para não amesquinhar a luta da população brasileira. Em entrevista concedida ao Jornal Folha de São Paulo de (21), o ex-marido de Dilma Rousseff, o advogado Carlos Araújo, concordou com as manifestações. As razões para as pessoas protestarem são justas,” ratificou.

Nitidamente, a presidente Dilma tem perdido o norte do seu Governo. Mas almejamos que o Brasil retome o progresso, o  mais rápido possível. Permaneçamos, portanto, atentos se haverá avanços em relação àquilo que foi solicitado, por muitos brasileiros, nos protestos do dia (15), caso contrário, a democracia deverá voltar a ser exercida nas ruas do país, incansavelmente.

 

Deus abençoe a todos.

Jordan Bezerra

Revisão professora Klítia Cimene


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