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29 de abril de 2016, 08:53

Será que o PMDB vai trair Francisca Motta?


Francisca Motta tem sido desde 1992, a grande comandante do PMDB de Patos. Ela era o grande suporte do seu marido, o ex-deputado Edivaldo Motta, desde que este ingressou na vida pública em 1963. Com a morte do então deputado federal Edivaldo Motta, em 1992, Francisca resolveu continuar a carreira política do marido, lançando-se candidata a vice-prefeita na chapa encabeçada pelo médico Antônio Ivânio Ramalho. Eleita vice, deixou o cargo em 1994, para ocupar uma vaga na Assembleia Legislativa, para qual tinha sido eleita com 16.800 votos.  Em 1996 disputou a eleição de prefeita de Patos, tendo sido derrotada por Dinaldo Wanderley, a quem Ivânio e ela haviam derrotado em 1992. Foi sua única derrota na carreira política. Francisca foi eleita deputada estadual pela segunda vez em 1998. Em 2000, Francisca lançou a candidatura a prefeito de Patos, de Nabor Wanderley, cuja única experiência política anterior fora uma malograda a vice-prefeito em São José de Espinharas. Em 2000, Nabor perdeu a eleição para Dinaldo Wanderley, que conseguiu assim a reeleição. Em 2004, reeditando uma “escrita” da política patoense de que um candidato derrotado para prefeito sempre ganha a disputa posterior, Nabor conseguiu se eleger, num primeiro mandato disputando com Dineudes Possidônio e no outro, em 2008, vencendo o ex-prefeito Dinaldo Wanderley. Sempre com o apoio da deputada Francisca Motta, que se reelegeu para a Assembleia Legislativa em 2002, 2006 e 2010. Em 2012 foi a vez de Francisca repetir a “escrita” e se eleger prefeita de Patos, disputando contra o jovem médico Dinaldo Wanderley Filho.

Como deputada estadual, Francisca defendeu os interesses de Patos e da região polarizada por Patos, além de alguns municípios onde foi bem votada. Com seu prestígio e apoio financeiro, assim como fizera com Nabor,  conseguiu eleger o seu neto (filho de Nabor) Hugo Motta, deputado federal, em 2010 e 2014. Neste ano de 2016, Francisca terá a oportunidade de disputar talvez a última reeleição possível para os cargos executivos, já que o Congresso Nacional está na iminência de aprovar o fim da reeleição para os cargos de presidente, governador e prefeito.

Apesar de ser a candidata natural do PMDB, é dado como certo nas rodas políticas da cidade, que o candidato a prefeito será Nabor e não Francisca Motta. Não ouvimos até agora nenhuma manifestação de Francisca de que tenha desistido de disputar a reeleição. O próprio Nabor tem asseverado de público que Francisca é a candidata natural. Entretanto, pessoas que participaram das duas administrações de Nabor e que fazem parte da equipe de Francisca dão como certo que Nabor é que deverá ser o candidato do partido.

Reconhecemos que Francisca está tendo dificuldades em sua administração, mas não foi ela quem criou os problemas. Estes foram herdados do seu antecessor e ela não pode dizer nada, porque foi ela quem o lançou na política e terminou se beneficiando politicamente da administração dele. Sem o apoio de Francisca, Nabor continuava a ser a figura inexpressiva que sempre foi. Os que dizem ser ele o candidato ideal, são os que se locupletaram durante os seus dois mandatos e não puderam “mamar à vontade” durante o governo de Francisca, como fizeram na administração anterior. Para eles, o candidato ideal é Nabor. Francisca apenas os atrapalha na sua ganância. Vamos ver até que ponto o PMDB vai “na onda deles” e vai trair quem tem sido, durante os últimos trinta e cinco anos, o grande baluarte do partido. Aliás, bem antes de Edivaldo morrer, já era ela quem aparava as arestas criadas pelo marido, junto ao próprio eleitorado do partido. O PMDB de Patos não seria o que é hoje sem Francisca Motta, fato reconhecido inclusive pelos adversários do partido. Podemos divergir das práticas políticas de Francisca Motta, mesmo os que nunca votamos nela, mas até hoje não tomamos conhecimento de práticas desonestas, de origem espúria de qualquer item do seu patrimônio.

Francisca não pode ser a única culpada pelas dificuldades por que passa a sua administração. Ela herdou todos os problemas e bem que tentou resolvê-los, nestes quatro anos. Só que a equipe que, em sua maior parte, também herdou, longe de ajuda-la, só faz atrapalhá-la, com raríssimas exceções. E o faz de propósito, com o desejo de voltar aos velhos tempos do “tudo pode” para atender aos próprios interesses. Uma das ilhas de competência e honestidade foi a escolha feita por ela para a Secretaria de Educação, a professora Adalmira Marques Cajuaz, que tem uma história a preservar. Fora ela só alguns gatos pingados, com competência e boas intenções.

 

 

(LGLM)

 

 

 

 


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