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27 de julho de 2016, 11:12

Violência emocional machuca, sabia?


   Hoje não há trilha sonora para esse texto, resolvi sentar na minha cama e, abrir as janelas do coração para escutar o cântico sem notas, sem tom das mulheres que sofreram, e ainda sofrem com a violência emocional dentro de um relacionamento amoroso.

   Escrevo hoje sobre essa violência silenciosa não para conquistar sua admiração, mas por que senti , vivenciei por muitos anos a violência emocional que dilacerou meus sentimentos fazendo-me acreditar que eu era realmente culpada, errada por qualquer coisa que acontecesse de errado no relacionamento como no âmbito profissional dele. O pronome usado sempre era: Eu.

   A violência emocional não deixou marcas no meu corpo, não. Abateu minha alma e fez como companheiras por algum tempo a depressão e a síndrome do pânico e as primas que insiste em permanecer a gastrite e o refluxo.  A violência emocional machuca, sabia?

Entre as formas de violência que não deixa marcas no corpo está a violência emocional, onde a mulher é humilhada, depreciada, criticada, desqualificada pelo o próprio parceiro. Esse tipo de “agressão” abate o emocional muito mais que as estruturas do corpo. Quem sofre de violência emocional, psicológica numa relação amorosa, esquece a própria vida, perde a identidade, abandona os estímulos e as próprias vontades. Levando a mulher acreditar que a culpa das brigas, discussões, do fracasso do relacionamento é dela.

Quando se percebe que há uma violência emocional numa relação?

   Quando há cobranças excessivas, sem necessidade. Quando há um ciúme doentio ao ponto do parceiro ter um controle total ao ponto de querer ela só pra si, afastando-a dos amigos e relações afetivas.

  Quando ele quer determinar o jeito dela como se veste e como usa as redes sociais. Quando há critica qualquer coisa que ela faça – tudo que ela faz é péssimo, tem dedo podre. Quando a xinga de nomes como: retardada, vagabunda, puta, imprestável, ninguém. Quando humilha o corpo dela, geralmente disfarçado de “é brincadeirinha”

Lucia, 32 anos, de São Paulo conta que: “no início do nosso relacionamento ele sempre muito carinhoso, atencioso, mas o tempo foi passando e ele começou a controlar minhas roupas, verificar a cada 15 minutos as ligações e mensagens do meu celular, na frente dos seus amigos e até mesmo dos meus familiares ele vivia me chamando de baleia. Na hora do sexo, isso quando a gente fazia, e na maioria das vezes era algo muito rápido por que ele repetia várias vezes que só fazia sexo comigo por que ele queria gozar, mas tinha nojo do meu corpo. Suportei por muito tempo essa situação.

  A violência emocional faz que a mulher viva como refém das suas emoções. Presa num cativeiro que é difícil de as correntes serem quebradas. Levam tempo, anos de terapia e remédios, mas há caminho de cura e restauração.

   E a violência emocional também é crime. Ninguém tem o direito de machucar ninguém seja com palavras, tapas ou silencio. 

 


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