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19 de agosto de 2016, 05:20

DILMA É INOCENTE OU CULPADA?


 

Conta-nos a Mitologia Grega, que nas montanhas do Eleusis, habitava um bandido perigoso chamado LOCUSTO, que tinha um método próprio de julgar os seus inimigos. Na sua cabana, existia uma cama de ferro que tinha o tamanho exato da sua estatura. Quando alguém era capturado, Locusto o fazia deitar-se nela. Se a sua estatura fosse maior do que a dele, cortava-lhe o que sobrava. Se fosse menor, esticava-lhe até que chegasse ao tamanho exato da cama. Ninguém nunca escapava ileso do seu julgamento porque, secretamente, mantinha duas camas que eram usadas, cada uma delas, de acordo com o tamanho de suas vítimas. Teseu, o herói grego que matou o Minotauro, capturou Locusto, escolheu para ele a cama menor, deitou nela o bandido  e, como castigo ,cortou-lhe as pernas e a cabeça.

 

Temos a impressão de que o Método Locústico, inspira os inimigos da Presidente...

 

Nem sempre um julgamento é justo. Nem toda decisão judicial é justa e perfeita. Nem todo aquele que atira a primeira pedra tem a sua consciência limpa para se sentir confortável espiritualmente e dormir em paz, após ter cumprido o que lhe determinara a Lei. 

Seja qual for o julgamento, seja qual for a sentença pronunciada, estarão sempre contaminados por interesses imediatos, injustiças irreparáveis, objetivos a serem alcançados, satisfações pessoais, sociais ou legais que requerem os litigantes desde o início do processo e que se amalgamam no decorrer dos prazos até a sua conclusão legal.

É neste ponto que o Juiz se divide. Uma parte dele é prudência. Outra é justiça. Outra é a satisfação social. Outra é o exame dos interesses em jogo. Outra é a Lei. Decorre disso que às vezes nem sempre é justo o julgamento e nem a sentença é perfeita. Daí porque, todo aquele que se sentir injustiçado por qualquer decisão judicial, numa primeira instancia, pode recorrer à outra mais superior na busca dos seus direitos.

A presunção da inocência do réu é assegurada pelas modernas constituições, como a Constituição Brasileira, cabendo a quem acusa provar que houve o delito e ao Estado assegurar todas as condições de defesa e os organismos estatais contribuírem para a obtenção de provas e contraprovas para a irrefutável justificativa do processo legal.

Exauridas todas as possibilidades legais e depois, não havendo mais quaisquer meios a que possa recorrer, uma vez condenado cabe ao réu cumprir o que determinam a Leis.                                                        

C’est fini...

A maior parte das querelas judiciais nos passa despercebida mesmo porque, de tão corriqueiras, não nos desperta qualquer atenção. No entanto, quando o interesse geral de uma coletividade ou parte dela está em jogo, a nossa atenção se volta para cada palavra, cada movimento, cada depoimento ou investigações que possam nortear o julgamento para o desfecho final, que se quer límpido, verdadeiro e justo.

Revolta-nos quando percebemos que os organismos de investigação e controles do Estado são direcionados para um mesmo objetivo perverso, como num jogo sujo em que os participantes dele já combinaram entre si, com prudente antecedência, qual será ou deverá ser o resultado final e para o qual não existirá uma saída possível para a parte prejudicada.

Revolta qualquer cidadão com um mínimo de bom senso perceber que os guardiões da Justiça e do Direito também participam do jogo, mesmo que finjam estar cumprindo a Lei, embora a seletividade de suas ações denuncie o contrário. 

Neste caso, dividem-se as opiniões e, se a maioria das opiniões converge para apontar injustiças, devem os magistrados corrigi-las porque, ouvir a maioria das opiniões é uma forma  segura para alcançar  a verdade, segundo nos afirmou Sócrates.

A propósito, estejamos atentos ao que está acontecendo com relação ao impeachment da presidente Dilma, ás acusações ao ex-presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores e sejamos cautelosos para não julgarmos precipitadamente.

Com igual atenção e cautela, acompanhemos o noticiário da Grande Imprensa e tiremos daí a nossa conclusão. Não estaria havendo severidade demais para um lado e lentidão demais para o outro? Com que propósito? Não estariam durante as delações premiadas ouvindo o que se quer e deixando de ouvir ou não dar importância ao que não se deseja ouvir?

A quem interessa esse jogo?

A estória vergonhosa dessa farsa suprimirá do Governante Interino toda a sua credibilidade. Cairá em decorrência disto tão drasticamente os seus índices de popularidade no País e entre as nações democráticas do mundo inteiro, que o seu destino final será a vala comum da História, para onde se jogou os restos indesejáveis de Silvério dos Reis, de Calabar e de tantos outros iguais.   

 

O Brasil está vivendo momentos duvidosos e difíceis. Julga-se uma Presidente que se afirma honesta e do que lhe acusam não tem sentido. Crimes políticos não foram cometidos, segundo as conclusões de grandes juristas do país e dos órgãos de controle do Estado como, por exemplo, a CGU, Ministério Público e outros.

Acusam-lhe de ter cometido ‘pedaladas fiscais’. Ora, mas estas tais pedaladas fiscais seriam crimes tão graves ao ponto de provocar o impeachment de uma governante eleita democraticamente num embate memorável, de onde saiu vencedora segundo as regras democráticas?. Não vem a Imprensa, diariamente, denunciando crimes muitos mais graves, cometidos pelos seus adversários, num escândalo tão revoltante que as futuras gerações e a história não esquecerão jamais?

Peder-se-ia dizer que os adversários da presidente estão cegos. Cegos pelo ódio. Odeiam-na porque não lhes deu cobertura, não participou das suas infames falcatruas e, ao contrário, colocou-lhes obstáculos pelo caminho,

Tamanha é a afronta ao povo brasileiro a as Nações Civilizadas que outro qualificativo não há para eles senão de infames golpistas.

Apressa-se o rito, agrupam-se forças, caçam bruxas, mentem-se em delações premiadas, para encontrarem uma justificativa satisfatória e nada acham. Fecha-se o círculo das pressões psicológicas e na calada da noite, no calor dos Jogos Olímpicos, tomam-se medidas impopulares que prejudicam os direitos adquiridos do povo, conquistados através de esforços gigantescos. E mais, acusam sem provas.

Então, o que desejam os adversários da presidente Dilma senão golpeá-la e afastá-la do Poder a qualquer custo, para escaparem das investigações de que são acusados prejudicando cinicamente toda uma nação que se iniciava a aceitar todas as práticas políticas da convivência democrática?   

A maioria do povo brasileiro não aceita tamanho desacato á sua inteligência e nem aceita, igualmente, esse espetáculo circense que se armou para justificar tão traiçoeira  e covarde vileza.

 

Oh tempos, Oh costumes...

 

Souza Irmão

19-08-2016

 

 


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