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09 de outubro de 2016, 08:28

Um alerta aos novos prefeitos!


Muito prefeito novo, quando assume na sucessão de um adversário, entra com a pretensão de fazer uma “varrição” total nos funcionários que serviam ao adversário. Mas ele precisa ter muito cuidado nesta hora. Há funcionários que são imprescindíveis e em alguns casos até insubstituíveis em suas funções. Seria muito bom, que na hora das substituições ele se aconselhasse com um funcionário antigo de sua confiança e que conhecesse toda a administração para informar-lhe “quem é quem”. Lembro-me, por exemplo, de uma administração aqui em Patos que teve um sério problema com os funcionários na hora em que estes esperavam receber o PASEP anual. Por imperícia do funcionário que fora encarregado de informar a RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) muitos funcionários tiveram suas informações feitas erradamente, deixaram de constar na informação ou foram informados aqueles que não estavam mais trabalhando. Como resultado muita gente deixou de receber o PASEP e foi um verdadeiro tumulto na repartição. Só depois dos devidos acertos é que estas pessoas puderam receber seu abono anual. Tudo porque haviam substituído o funcionário que fazia aquele trabalho anual por alguém que não conhecia bem o serviço. Hoje isto talvez não aconteça por que a maioria das Folhas de Pagamento é interligada com a RAIS e as informações passaram a ser transferidas da Folha para a RAIS sem participação humana. Mas serve de exemplo.

Na minha experiência como fiscal do trabalho, fiz levantamento de débito de FGTS de umas cinquenta prefeituras no Estado. Os setores de pessoal (RH) mais organizados e que me davam menos trabalho eram aqueles onde os funcionários eram antigos, mantidos de uma administração a outra, mesmo quando os titulares eram adversários. Claro que tem que haver sempre alguém de confiança do administrador atual, mesmo que em cargo inferior, como observador, como “olheiro”, para servir como garantia de que não haverá desvios ou favorecimento de A ou B. Ou então um chefe com alguma experiência para também não fazer “besteira” na hora de tomar uma decisão.

Da importância dos funcionários antigos, temos um exemplo lendário na cidade de Patos. Chico Sátiro foi secretário de serviços públicos (ou semelhante) de diversos prefeitos, mas na condição de funcionário efetivo era consultado até por adversários que reconheciam o seu conhecimento da realidade local e da confiança que podiam depositar nele.

         Outra questão que deve ser observada pelos novos prefeitos. Todo cuidado é pouco com a equipe que vão escolher. Os exemplos estão por aí afora. Prefeitos honestos que foram prejudicados por auxiliares desonestos. Claro que nas cidades pequenas todo mundo conhece todo mundo, mas, como diz antigo ditado popular, “a ocasião faz o ladrão” e aquele auxiliar bonzinho, amigo, altamente competente, correligionário fiel, pode se transformar num inimigo. E diz outra sabedoria popular, “o inimigo mais perigoso é aquele que se passa por amigo”. Se por acaso você for forçado por alguma circunstância a nomear alguém com algum precedente de irregularidade, escolha uma pessoa de sua confiança e ponha ao lado dele, para vigiá-lo.  Sempre é melhor prevenir do que remediar.          Hoje, infelizmente, é cada vez mais necessário, “confiar desconfiando”. Estão presentes por aí, até bem próximos de nós, muitos exemplos até de irmãos, filhos e cônjuges colocando o parente prefeito em dificuldades. Este cuidado na escolha dos auxiliares é muito importante neste momento em que os sistemas de fiscalização estão “fechando o cerco”. Depois de o fato acontecer fica muito difícil ao administrador se justificar se houve evidente má-fé de quem praticou a irregularidade. O ordenador das despesas vai terminar “pagando”. 

 

 

LGLM

 


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