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11 de outubro de 2016, 10:04

História do Rádio


Há uma tradição interessante seguida pelos estudantes de rádioengenharia na Rússia, no dia 7 de maio. Eles atiram pelas janelas rádios, televisores, monitores, computadores e outros equipamentos eletrônicos, indicando que os mesmos já estão obsoletos para as exigências do mercado de consumo e com isto querem afirmar que novos equipamentos mais avançados devem ser pesquisados e em constante fluxo, como a sociedade exige.

Neste dia, comemoram o Dia do Rádio.

 Eles afirmam categoricamente que não foi o italiano Gugliemo Marcone e sim o russo Alexandre Popov o verdadeiro inventor , pois no dia 7 de maio do ano de 1895, diante de um grupo seleto de cientistas, demonstrou o primeiro receptor de ondas eletromagnéticas do mundo na Sociedade Químico-Física da Rússia, criando assim o que seria o Rádio.

 No ano de 1900, no Congresso de Engenharia Elétrica de Paris, Alexandre Popov foi agraciado com a medalha de ouro, como reconhecimento pela sua extraordinária invenção.

                      Gugliemo Marconi – a quem se atribui, erroneamente, a invenção do Rádio – na verdade foi um grande colaborador de Alexandre Popov uma vez que conseguiu transformar as oscilações eletromagnéticas em sons audíveis, ou seja, na fala humana e sinais musicais. Marconi , na Verdade, inventou o primeiro transmissor dessas ondas o que possibilitou a radio-fusão, como hoje a conhecemos.

                      A história da invenção do rádio não para aí. Há um fato importante a ser registrado e isto tem a ver com os brasileiros.

                      Quando Rodrigues Alves era o nosso Presidente da República, recebeu do padre Roberto Landell de Moura um telegrama intrigante. Ele pedia ao presidente para mandar alguns navios da marinha brasileira ancorar na Baia da Guanabara, para que no dia e hora marcados pelo presidente, demonstrar um fabuloso invento seu.

                     O padre Landell, em seu telegrama afirmava que os seus aparelhos poderiam estabelecer uma comunicação com qualquer ponto da Terra e que futuramente, com pesquisas e aperfeiçoamentos mais avançados eles seriam capazes até mesmo de estabelecer comunicações interplanetárias.

                      Foi considerado ‘ MALUCO’ e não deram a menor atenção a ele. Hoje se sabe que a comunicação de qualquer parte do universo com a Terra se faz através dessas ondas eletromagnéticas.

                    Deste resumo surge a dúvida sobre quem foi realmente o inventor do Rádio. Há dúvidas se foi Marconi, Popov ou  Landell.

                     Não importa, aqui.

                     O certo é que o seu inventor não poderia imaginar o quanto a sua idéia seria de inestimável importância para o mundo e nem o quanto contribuiria de forma incontestável para o desenvolvimento dos povos de todas as nações e continentes.

                     Depois da primeira transmissão pública através do Rádio essa invenção  passou ser percebida como uma arma a ser controlada por todos os governos, para não cair em mãos erradas e advir daí, sérios prejuízos para a humanidade motivados por quem as controlassem de forma irresponsável promovendo o caos , a desarmonia ou a desordem social.

                   Seria desnecessário para o nosso entendimento discorrer cansativamente sobre a importância do Rádio. O Rádio é um companheiro indispensável em nossas vidas quer seja em momentos de infortúnio ou de alegria. Está a nossa disposição em qualquer lugar e a qualquer momento. Desperta-nos diariamente com alegria e nos faz dormir á noite sempre embalados por boas informações e entretenimentos variados e mesmo nas noites insones está ao nosso lado como  um companheiro fiel e paciente.

                   Não sei viver sem o rádio.

                   Quando surgiu a televisão tinha-se a impressão de que a audiência radiofônica seria extinta e que o rádio seria descartado como coisa do passado. Ledo engano... Quantas incontáveis bugigangas inúteis nós já descartamos ao longo da vida e nem nos lembramos mais delas por serem obsoletas e sem serventia alguma enquanto que o Rádio é, a cada dia que se passa, objeto mais precioso. Perdemos a conta.

                     Amo o Rádio. Em casa, no trabalho, nas horas de folga, nas viagens, na praia, nas fazendas para aonde vou, quando convidado, não me esqueço de levar o meu companheiro fiel.  

                     Amo o Rádio, talvez mais do que muitas pessoas, porque fiz parte dele e a ele dediquei bons tempos de minha vida. É uma história familiar. Fomos cinco os que fizemos parte do Cash da Rádio Espinharas de Patos. Souza Filho,meu irmão mais velho, hoje médico e residente em João Pessoa, abriu o caminho e nós o seguimos – Souza Irmão, Valdemar Rui , Valdemar Tude e Louraci Freitas – minha esposa . Padre Assis foi o Diretor de todos nós. Mais do que Diretor, foi o nosso Pai espiritual, amigo e conselheiro. 

                      A Rádio Espinharas de Patos tem uma importância inestimável na História do desenvolvimento de nosso município e de toda a nossa região sertaneja. Desde 1950 para cá, vem ensinando como de faz a radiofusão em Patos e é exemplo para toda a Paraíba, pelo seu zelo e critério inabalável em promover a ética, a cultura e a fé.

                      Não é a toa que devido a isto, mantém aos domingos a partir das 13 horas, um dos mais antigos e acreditados programas do rádio paraibano ou talvez do Brasil que é o nosso Revista da Semana, comandado pelo Jornalista  Luis Gonzaga Lima de Morais que vai ao ar desde o ano de 1972 e com tanta credibilidade que a sua audiência só faz crescer a cada ano que passa.


                     Souza Irmão - 11/10/2016

 


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