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31 de outubro de 2016, 08:42

Ah, essa doutora é especial!


Era madrugada de 31 de outubro, do ano quarenta e seis, na cidade de Patos-PB, o sol já vinha surgindo de beleza genuína, testemunhando o evento de natureza divina. A façanha foi tamanha, ali nascia a criança Valdecira Lilioso de Lucena, de aparência tão bela, de coração magnânimo. Ah, quão júbilo foi de seus pais, João Lilioso e Maria de Lourdes, que com um gesto tão belo, bendisseram ao Senhor pelo presente divino. A Rua Felizardo Leite, onde eles moravam, enfeitou-se e também comemorou a chegada da menina, que Jesus abençoou!

Ali, nascia-se um dom, ainda não relevado, mas por Deus assegurado. A garotinha se desenvolvia e seus dons apareciam, para contentamento dos seus. No Colégio Cristo Rei, sua fama só crescia, e as freiras agradeciam a presença do talento. Cirinha, assim, era conhecida, foi vencendo os desafios de sua vida, isso com muita decência e com sabedoria. E o povo já dizia: “Pense em uma menina sabida e também muito arretada!”. No entanto, era o seu jeito meigo e amável que cativava toda essa gente.

A talentosa mocinha tinha um sonho valioso, porém muito audacioso para suas condições financeiras. Sua meta principal era de grande valia: tornar-se médica; e seu objetivo era ajudar muita gente, sobretudo, a sua mãe, uma senhora valente, que lutou bravamente e, com amor, educou os filhos; e todos deram pra gente. Contudo, a mãe de Cirinha tinha uma “arma” potente, sua fé em Jesus Cristo, que era de admirar a gente, e, além disso, era muito devota de Nossa Senhora Da Guia. Mas a história confirmou que Dona Lourdes acertou.

Colocar o sonho em prática foi uma luta muito espinhosa, estudar lá no Recife era coisa duvidosa, porém a menina Valdecira sempre foi muito disposta, mas assim foi dando resposta e operando os problemas de sua vida acadêmica; aumentou sua autoestima e as lágrimas que agora vinham eram de alegria, uma vez que a garota já estava, de fato, formada em medicina, doutora na área de endocrinologista, especialidade que lhe traz, com gratidão, o brio da profissão - uma missão junto ao seu coração. Sua pureza é generosa, e sua competência é extrema.

Mas, a missão é contínua e, melhorar é preciso, consecutivamente na área da medicina. Então, a doutora Cira viajou lá para São Paulo, referência no país no campo da medicina, estudou com muito afinco para seu dom aprimorar, e, cada vez mais ajudar a saúde restaurar da nossa gente sofrida. E ela se destacou e o país todo rodou, ensinando e palestrando com muito zelo e amor.

A doutora têm seus gostos, quando se trata de samba é verde e rosa, isso mesmo: é mangueirense com fervor, o seu time é o "Santinha". É devota de Maria, a mãe do nosso Senhor, a quem lhe tem também muito amor. Seu paladar é apurado e também diferenciado, porém, sem esquecer as delícias da Fazenda. Sua mesa é sempre farta, é rotina de Cirinha, como diz sua cunhada Maria, “a doutora é ‘exagerada’”. Sua flor predileta é a orquídea, vejam, o seu gosto é refinado. A música preferida é "Silêncio", de Silvio Brito. Um dos hobbys da doutora é fazer feira com seus sobrinhos, cada um com seu carrinho, pois são muitos.

De fato Deus é onisciente, pois a doutora não teve seus filhos biológicos, devido a sua história de vida, dedicada a sua mãe e também à medicina; entretanto, têm muitos sobrinhos - são 17 ao todo só de 1° grau, aos quais ela se dedica com muito amor e perfeição; a cada um, isso diuturnamente. Seu cuidado é quase que divino, suas funções são inúmeras; tia, médica, mãe, amiga, benfeitora e referência. Presentear é seu forte - para nós é muita sorte.

A família toda roga ao nosso Criador que possa lhe presentear com muitos anos de vida, carregados de saúde e toda proteção divina. Setenta anos de vida, de quanto brio cabedal, aqui, portanto, a história, feita com sucesso e glória, dessa briosa senhora: Nossa doutora Valdecira é especial!

Uma simples crônica poética, para homenagear minha querida tia Cira, que tanto amo!

                                                                                                                           

                                                                                                             

Jordan Bezerra

 


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