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08 de novembro de 2016, 16:30

Vamos tentar ressuscitar o desporto patoense?


Outra preocupação que tenho ouvido nos últimos dias em Patos é com uma ressurreição do nosso futebol. Nossos dois clubes, Nacional e Esporte, de tanta tradição no futebol estadual, só nos têm dado decepção nos últimos anos. A cada ano surge uma tentativa de ressuscitá-los, mas é condenada ao fracasso. Ao nosso ver falta um trabalho de base. A época áurea do nosso futebol, foi aquela em que havia estímulo para a “prata de casa”. Éramos uma cidade menor e mais pobre. Foi o auge do nosso futebol.

Para isso nós teríamos que ter uma parceria entre o poder público e a iniciativa privada. Não podemos esperar tudo da Prefeitura nem do Governo do Estado. Nem depositar todas as nossas esperanças na iniciativa privada. O poder público tem que oferecer a estrutura, a iniciativa privada entrar com o investimento em forma de patrocínio, transformada em publicidade.

O radialista Paulinho “Cabeça Fria” andou distribuindo, outro dia, com formadores de opinião pública, uma publicação onde elencava uma série de propostas, intituladas por ele de SOLUÇÕES EMERGENTES PARA SOLUCIONAR OS PROBLEMAS DO DESPORTO PATOENSE. E as suas propostas, embora centradas no futebol não esquecem outros esportes. Numa cidade, hoje preocupada com a presença de crianças e adolescentes a serviço do tráfico de drogas, nada melhor do que oferecer a esses jovens uma alternativa de ocupação que pode afastá-los das drogas e junto com a escola promovê-los para uma vida de adultos produtivos.

Uma das ideias de Paulinho é aproveitar todo terreno baldio na cidade, para uma quadra de voleibol, basquetebol, futevólei, futebol society ou campo de pelada. A prefeitura limparia o terreno e faria um acordo com o proprietário, pelo qual poderia lhe conceder algum estimulo fiscal (redução de IPTU, por exemplo), em troca de uso daquele terreno, garantindo ao proprietário devolvê-lo, se precisasse dele para construir ou vender, mediante um aviso prévio pedindo a reintegração.

Outra proposta de Paulinho é a demolição do Rivaldão para a construção de um ginásio poliesportivo com capacidade de público de acordo com o progresso, inclusive na sua população, que a cidade teve depois que Rivaldo Medeiros o construiu. Patos precisa realmente de um ginásio de maior capacidade.

Sugere também a utilização de nossos reservatórios para a prática de canoagem devidamente incentivada pelo poder público.

Voltada, especificamente para o futebol, Paulinho sugere que a administração municipal apoie a realização de competições de futebol de campo para todas as faixas de idade, dando todo o inventivo para aqueles que delas participarem. Para isso seria essencial, a criação de algumas escolinhas de futebol, aproveitando a estrutura já existente em alguns bairros ou mesmo apoiando tradicionais escolinhas de futebol existentes em nossa cidade. Seria uma forma de incentivar a “prata-de-casa” que faria ressurgir o nosso futebol.

Mas uma sugestão importantíssima é criação nos principais bairros e nos novos conjuntos habitacionais de campos de pelada, onde se pudesse praticar o futebol em todas as idades. Tais campos de pelada deveriam ser dotados de um mínimo de condições, como vestuários e banheiros, assim como uma acomodação, por rústica que fosse para os públicos. Tais campos de pelada seriam um incentivo para os campeonatos de bairro que certamente mobilizariam toda a cidade nos finais de semana.

No final, voltamos a insistir num ponto. O poder público não pode arcar sozinho com o ônus destas ideias. Mas os setores da administração pública voltados para os esportes (existe até uma secretaria destinada a isso) deveriam trabalhar junto à iniciativa privada para formar uma parceria com o poder público em todas as iniciativas que esse promovesse. Inclusive, uma ideia de Paulinho “Cabeça-Fria” era a volta de uma iniciativa que existia em Patos, na época áurea de nosso futebol, quando algumas empresas chegavam a “adotar” jogadores de futebol que eram admitidos como empregados, trabalhavam normalmente a semana toda, mas eram liberados nos finais de tarde em que houvesse treinamentos. Muitos dos nossos craques daquela época eram funcionários do Col&ea cute;gio Diocesano e do Colégio Estadual, alguns como professores, outros como inspetores de alunos. Bastinho que não me deixa mentir.

Estão aí, na essência as ideias de Paulinho, com os acréscimos que julgamos necessários de nossa parte. Mas estão aí, João Grilo, Bastinho, Toinho do Esporte, Menininho, Ivan, Luís Carlos e tantos outros que vivem batalhando para que nosso futebol não seja definitivamente enterrado. Esperamos que nossos futuros dirigentes tirem disso um bom proveito.  Em homenagem àqueles que viraram saudade, grandes atletas e grandes dirigentes. E aos que ainda estão aí para contar a história. Que me permitam não os nomear, para não pecarmos por mais omissão.

Luiz Gonzaga Lima de Morais, jornalista e auditor trabalhista autônomo
REVISTA DA SEMANA (Espinharas AM e FM) - SALA DE CONVERSA (TV Sol) 
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