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19 de novembro de 2016, 10:47

PLANETA DOS CACHORROS


Não obtive a devida permissão, mas desejo repassar para os meus leitores o comentário escrito pelo meu grande amigo Adalberto Pereira que fala da inversão de valores que atualmente se observa em nossa sociedade. Testemunhamos, quase diariamente, comportamentos estranhos e até mesmo quase irracionais nos humanos, sejam nos setores político, administrativo, religioso, social e principalmente no nosso convívio familiar.

 Isto quer dizer que, ou repensamos os valores do nosso comportamento ou cairemos num vazio existencial, sem volta.

 Sem mais comentários, analisemos o que escreveu Adalberto a respeito do tema.

 

              PLANETA DOS CACHORROS

                             No começo Deus criou os céus e a terra. A terra era um vazio, sem nenhum ser vivente, e estava coberta por um mar profundo. A escuridão cobria o mar, e o Espírito de Deus se movia por cima da água.

                            Assim começa a história da criação do Universo e tudo o que nele existe. Deus, com seu poder extraordinário e incomparável, fez tudo isso que vemos diante de nós. E nem adianta dizer e nem pensar o contrário!

                           Tudo começou com a criação da luz e houve a separação da luz (dia) e da escuridão (noite). Depois Deus fez a divisão entre a água e a terra e outras criações, até chegar ao homem (Adão) e a mulher (Eva).

                          Deus colocou nas mãos do homem uma grande responsabilidade: a de ter domínio sobre todos os animais e todas as aves. Inclusive foi o homem o responsável pela denominação de todos os seres viventes.

                          Até aqui, não entendi aonde você quer chegar! Não sei o que tudo isso tem a ver com o “Planeta dos Cachorros”! – pensariam os diletos amigos leitores.

                          Eu explicarei!

                         Ao longo dos anos, o homem tem perdido o seu caráter, transformando-se num objeto sem o valor que lhe foi outorgado por Deus. Aos poucos, os cachorros foram ocupando os espaços dos humanos, fazendo destes escravos dos seus desejos irracionais.

                         É lamentável dizer que um cachorro vale mais do que um cidadão. Fico perplexo vendo pessoas dizendo gastar fortuna para manter o “charme” de um cão. Creche, salão de beleza, shopping sofisticados, colônias, sabonetes, xampus da melhores qualidades já não são direitos apenas dos que contribuem com o progresso da nação.

                        Parece até que me tornei num perseguidor dos animais, um declarado torturador de cachorros e gatos! Ao contrário! Gosto muito deles, mas que estes não se confundam com um ser racional, que constrói mentes sãs, que pensa, que transmite conhecimentos, e aqueles que agem como verdadeiros mestres do saber.

                        Eu tive um cachorro e o tratava muito bem. Ele desfrutava até de uma casinha lá no fundo do quintal. Dormir na minha cama! Jamais! Quartos de casais não foram feitos para servir de deleite para cachorros! Como nos diz o adágio popular: “Cada macaco no seu galho!”.

                      Decepcionei-me ao ouvir uma reportagem onde uma senhora chegou a trocar o marido pelo cachorro! Os valores se inverteram e o ser humano passou a valer menos que um “vira-lata”. Que espécie de homens somos nós? Onde está o valor da FAMÍLIA?

                      Preso pelos pulsos, o cidadão ou a cidadã se deixa levar pelo cachorro. Vai para onde ele quer, espera o tempo que ele quer, senta onde ele quer. Verdadeiras “marionetes”. Se o homem não consegue dominar um simples cachorro, como poderá ter domínio sobre sua casa, sobre sua família? É um péssimo exemplo para quem recebeu de Deus a incumbência de cuidar das coisas que este criou.

                    Pasmado e decepcionado diante de tanta fragilidade, limito-me a observar tudo, em silêncio. Não um silêncio de quem acha isso normal. Mas um silêncio de quem se envergonha de tamanha falta de moral. Respeitar os animais não significa servir-lhes como se fôssemos seus escravos.

                   E como nós não podemos mudar comportamentos, principalmente quando estes são desproporcionais à realidade, nada mais incômodo e revoltante do que aceitarmos seguir os que habitam O PLANETA DOS CACHORROS.

                   Desculpem-me os canimaníacos, mas não poderia calar diante de tamanha atrocidade moral!

                   Escrito e postado por Adalberto Pereira.

                         - Brasília – D.F.

 


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