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30 de novembro de 2016, 09:43

HIPNOSE II


A prática é utilizada no tratamento de várias patologias e dependências. Além disso, já figura como uma alternativa às anestesias em alguns consultórios odontológicos e hospitais.

 

              O que um profissional habilitado faz é a indução hipnótica, 

                           de modo a favorecer outra terapia.

                               

 

Hipnoseferramentaque hoje auxilia não apenas psicólogos e psiquiatras, como também diferentes especialistas em clínicas e grandes hospitais do país.

“A técnica já foi regulamentada pelos conselhos de odontologia,  fisioterapia, psicologia e medicina”, Ênfase na palavra “técnica”, pois a prática não consiste em um tratamento que por si só combate quadros clínicos. trata-se de um estado alterado de consciência que fica entre o sono e a vigília.

“Nessa situação, o indivíduo permanececonsciente, porém apresenta alterações napercepção e ficaaltamentereceptivo a sugestões”. A  reaçãocerebral durante o processo  ainda é discutida entre os cientistas.

Experimentos mostram que o sistema límbico (responsável por referências de medo, dor, prazer, autopreservação, timidez, etc.) deixa de enviar informações para o neocórtex, porção relacionada à consciência humana. É por isso que a pessoa torna-se sugestionável: ela“perde” as noções que são específicas desse sistema.

Deacordo comalguns estudiosos e especialistas em medicinapsicossomática e hipnose clínica (SP), os seres humanos experimentam isso diariamente sem tomar conhecimento. “Ir ao cinema ese submeter a uma espécie de estado hipnótico.

Você fica focado no filme, curte, se envolve, torce pelos personagens, dá vazão às emoções. Mas não percebe que três horas se passaram. E, muitas vezes, come pipoca sem estar com fome.”

Por uma razão desconhecida pela medicina, algumas pessoas são mais suscetíveis à abordagem do que outras. Entretanto, mesmo as mais vulneráveis não aceitam todos os comandos do especialista — seja durante ou após o transe.“Se a pessoa é íntegra e honesta,ela nãopode ser sugestionada a roubar um supermercado”, exemplifica.

O que um profissional habilitado faz é a indução hipnótica, de modo a favorecer outra terapia. Por exemplo: se por acaso o paciente apresenta uma doença psicossomática, ele é submetido à técnica para que, estando concentrado, possa comunicar-se melhor com seu inconsciente.

Isso ajuda o especialista (que, no caso, será um psicólogo ou psiquiatra) a descobrir as possíveis causas do problema. “O enfermo também poderá acessar com mais facilidade suasqualidadese recursos internos para combater o quadro”.

A hipnose é efetiva nos seguintes quadros:
Não há como estimar um número médio de sessões necessárias para tratar cada doença,pois tudo depende da gravidade do problema e das particularidades de cada indivíduo. Sendo assim, os tratamentos podem levar de poucos dias a uma ou duas semanas.

-Obesidade e transtornos alimentares;
-Fobia social;
-Fobias específicas (medo de aranhas, escuro, altura, palhaços, etc.);
-Náuseas relacionadas à gestação ou a tratamentos quimioterápicos;
-Doenças psicossomáticas em geral;
-Tabagismo;
-Transtorno de Estresse Pós-traumático-Ansiedade-Hipertensão-Distúrbios do sono...

 


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