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15 de fevereiro de 2017, 08:59

O TEMPO SE ESGOTOU


        Quando não  se ouve conselhos a dor ensina, mas o tempo cura o mal embora o remédio seja amargo demais. ’      

 

        Que a maioria dos brasileiros tem memória curta já se sabe há séculos. Que a maioria da população se orienta pelos limites que não ultrapassam um palmo em volta do seu umbigo - o estomago, o sexo e os bolsos das calças – já se sabe também.  Mas, tenham paciência. Para tudo há limites.

         Dizem os Textos Sagrados que, no início da criação, tendo Deus encontrado o Caos necessitou de seis dias para reconstruir o Universo, ou seja, não fez tudo de uma vez, no supetão, como se pensa e somente no sétimo dia descansou.

           Ainda bem que Deus não tinha ninguém para lhe encher o saco...

             Nenhum cidadão de bom-senso e que tenha um mínimo de responsabilidade  poderá  levantar bandeira a favor ou contrária a uma administração que se tenha instalado no comando de uma cidade, estado ou nação sem que antes tenha oferecido um determinado tempo, para que só depois de esgotado o prazo possa avaliar os atos administrativos, ações de governo iniciais, iniciativas políticas e outras exigências necessárias para o bom desempenho do governo e da máquina administrativa  para o bem estar do povo.          

         Terminada uma campanha política e tendo se aquietado todas as paixões  dominantes motivadas pelos embates entre os seus participantes que são próprios da época em que se deseja atrair o maior número de eleitores possível para o seu lado , pois sempre haverá os que estão  insatisfeitos com a administração que está no poder e haverá sempre quem  a deseje dar continuidade por interesses variados -  cumpre ao novo administrador eleito  e ao candidato derrotado desarmar os palanques e aceitar as regras do jogo democrático que assegura a vitória a quem obteve maioria nas urnas.

           O que determina uma vitória ou uma derrota em qualquer pleito é o grau de   satisfação ou insatisfação do eleitor com a administração vigente . Isto é o que produz as discussões e os embates, formando as inevitáveis correntes que se entrechocam na defesa dos seus interesses.

            Não está em jogo se o eleitor é consciente ou não. Quer seja uma ou outra coisa, o seu voto terá sempre o mesmo peso e a mesma importância na vitória que se deseja alcançar. O eleitorado nem sempre está apto a distinguir o que está por trás dos discursos demagógicos e eleitoreiros, das falsas promessas políticas e dos interesses sigilosos.

            Quase sempre parte dele se ilude e se deixa enganar pelas falsas acusações, pelas promessas mirabolantes e pela paixão política dominante. Já se disse que nunca se mente tanto quanto antes de uma guerra, durante uma campanha política e depois de uma pescaria. É verdade.   

                Durante uma Campanha Eleitoral cada partido político ou coligação apresenta propostas de governo ou de mudanças administrativas durante os inúmeros comícios, entrevistas e debates que se realizam para que o eleitor tire daí as suas conclusões e possa exigir depois, do eleito, o cumprimento das promessas feitas e compromissos assumidos.

             Vem a eleição e aquele que conseguiu conscientizar melhor o eleitorado é quem vence. Claro. O povo decidiu e, neste caso, somente o povo é soberano. Cabe a todos se submeterem à soberania popular e a sua vontade expressa, incontestavelmente, pela maioria  obtida no resultado do pleito eleitoral.

            Quando isto não acontece, estabelece-se então o caos e a anarquia. Foi o que aconteceu na ultima campanha eleitoral para a Presidência da República quando o povo elegeu Dilma e os derrotados não se conformaram.

             Arquitetaram então um ataque fulminante a presidente, aos seus apoiadores e a todos que a defendessem publicamente. Com o apoio de uma parte da Imprensa e das Redes Sociais conceberam e puseram em prática uma campanha difamatória que visava desmoralizar Lula e Dilma acusando-os, sem provas, de crimes não cometidos.

               O objetivo era tomar o Poder a qualquer custo e, conseguiram.  

               Esqueceram-se de que se paga muito caro quando se afronta a Democracia. Se paga muito caro quando não se aceita a vontade popular expressa claramente nas urnas. O preço é muito alto para quem afronta a vontade de povo.

                A prova está aí. Basta ver o que está acontecendo em nosso país após o impeachment da presidente Dilma.  

                Começaram pela afirmação infundada de que tinha havido fraudes no processo eleitoral, puseram em dúvida a segurança das urnas eletrônicas, partiram para a disseminação do ódio entre as regiões sul-sudeste e norte-nordeste do país, acusaram a presidente de ter cometido ‘ pedaladas fiscais’, criaram entraves no Congresso com as famosas pautas-bombas sob a batuta do famigerado Eduardo Cunha, acusaram os governos Lula- Dilma e os culparam de todas as mazelas e escândalos prejudiciais a Nação, acusaram Lula de ser o Comandante Supremo de uma Organização Criminosa de proporções descomunais e quanto a isto nada provaram. 

                  Instalou-se então uma crise político-administrativa e institucional jamais vista na história deste país. Dividiram a Nação, semearam o ódio, enganaram o povo e o resultado de tudo isto está aí. Vem coisa pior.  

                  No meio de tudo esqueceram o fundamental, ou seja, após o impeachment da presidente Dilma e após conseguirem desmoralizar o ex-presidente Lula, onde encontrar um Líder confiável e capaz de reconstruir o Brasil para tirá-lo da crise institucional e política que se avolumou e reconduzi-lo ao progresso e a justiça social.

                  Se outro Líder existe no universo político brasileiro a não ser Lula, apontem-me um que seja.

                  O governo que aí está é golpista para a grande maioria e cuja liderança o povo repudia. Temer tem falsa legitimidade visto que é oriundo de uma trama escandalosa, não conta com a confiança do povo, está cercado de corruptos delatados em escândalos variados,   vem prejudicando as conquistas do trabalhador brasileiro, conta com os mais baixos índices de popularidade da história presidencial, vem tomando medidas contrárias ao interesse nacional, sucateia a nossa indústria e quebra o país.

                    Para piorar a situação, o povo tem como desmoralizados todos os poderes republicanos supostamente participantes do Golpe.                     

                    Temer assumiu o Poder no dia 13 de maio de2016. Já se vão nove meses de governo. Já houve tempo demais para analisá-lo e, pelo que vem acontecendo, conclui-se que a Nação está à deriva, sem rumo certo e certamente o naufrágio será fatal e nele todos inevitavelmente sucumbirão.

                      A saída é uma apenas. Ou encontrar um Líder Confiável e conduzi-lo ao comando da nação ou reconduzir o presidente Lula ao comando do país.  Ele sabe o que fazer.  

                      Na grande maioria dos políticos brasileiros o povo já não mais confia.

                      Raça de víboras!

 

                       Souza Irmão. 14-02-2017

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                     Propuseram um culpado de tudo isto para enganar o povo. Dilma foi a bola-da-vez.  Derrubaram-na e agora não sabem o que fazer. O país está em ebulição. O povo considera o governo ilegítimo. O Legislativo e o Judiciário estão desmoralizados. Não há confiabilidade. Entrega-se a riqueza da nação aos interesses do capitalismo estrangeiro. A marginalidade age sem peias e sem cabrestos.

                     Em resumo, estamos desgraçados. A Nação  sem rumo. O povo sem esperanças. O trabalhador brasileiro perdendo direitos conquistados. Governo sem direção. O legislativo sem o apoio popular. O Judiciário sob suspeição. E, nas grandes cidades do país, o povo prisioneiro em suas próprias residências não saem  as ruas porque a bandalheira tomou conta de tudo.

                     É o caos.

                     No dia 12 de maio de 2016, o presidente Temer tomou posse. Já se vão oito messes de governo e o que estamos vendo é a ruína de tudo ou quase tudo  que o Brasil conquistou nos últimos anos.

                      Chega. A paciência se esgotou. Já lhe demos tempo demais e ele até agora não justificou para que veio.    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

           A advertência é antiga. O conselho é válido para todos os tempos. É preciso que estejamos atentos, desconfiados, prudentes e vigilantes. Sempre vigilantes e atentos sem nunca nos esquecermos de que os filhotes de ratos já nascem com os rabos compridos. E não adiante cortar os rabos dos pais para que não pareçam compridos demais aos olhos alheios, pois que depois do parto as crias aparecem com os mesmos rabos compridos. É a marca indelével que identifica a gabiruzama...  

 


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