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23 de fevereiro de 2017, 09:53

O TRUMP-TUPINIQUIM


Na última campanha eleitoral para a presidência dos Estados Unidos da América, ninguém imaginaria que Donald Trump, com o apoio da maioria dos americanos, pudesse chegar a Casa Branca.  Hillary Clinton, sua concorrente mais forte, era considerada pelos analistas políticos do mundo inteiro como a mais bem preparada politicamente para o cargo e, além disto, vista como imbatível pela sua própria história e prestígio na política daquele país.

Donald Trump, praticamente desconhecido no cenário político mundial, era considerado polemico e irreverente, mas pouco a pouco foi conquistando apoio e admiração do eleitorado, não porque fosse detentor de uma das maiores fortunas do mundo, com um patrimônio líquido estimado em 3,7 bilhões de dólares, mas pelo fato de saber dizer na hora certa aos americanos o que eles desejavam ouvir e fazer no momento.

 Contrário a política democrática e liberal do presidente Barak Obama, soube impor uma espécie de fascínio eleitoral pelas promessas feitas em campanha, muitas vezes inacreditáveis e perigosas, sem se preocupar com a sua própria imagem ou com o resultado de suas afirmações polemicas.

  Os americanos adoram fazer bravatas. Os americanos adoram ciscar nos quintais alheios para deles arrancar o que não lhes pertence. Os americanos adoram oprimir povos e nações mais fracas. Só não admitem que mexam no que é seu ou no que considerem ser seu. E o lema de Trump adequava-se bem a isto.  -  Primeiro para os americanos.

   Expulsar do país os imigrantes quer fossem legais ou ilegais para garantir mais empregos aos seus patrícios, expulsar do país indústrias que não fossem americanas ou que estivessem prejudicando os seus negócios. Propôs levantar muros para fechar fronteiras com o México para evitar a invasão migratória, combater vigorosamente o terrorismo e o Estado Islâmico e por fim, afrontar a todos os que contrariassem os interesses do país.

Estas foram algumas entre outras, igualmente polemicas, promessas feitas ao povo.

Absurdas ou não, esses compromissos futuros formaram o ideário de um caminho a seguir – se fosse eleito - e a maioria acreditou nele.

    Enfim, Trump foi eleito e é hoje o quadragésimo quinto presidente dos Estados Unidos. Mal iniciou o seu governo polemico e já cria situações constrangedoras nas relações diplomáticas e causa protestos pelo país inteiro e o mundo está em alerta máximo.        

    Alea jacta est.

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Agora, analisemos com atenção. Vejamos o que está acontecendo em nosso país.

O Brasil dos meus netos não é mais o Brasil do tempo dos meus avós e nem dos Contos da Carochinha. Tudo mudou.

Progredimos muito em relação ao desenvolvimento industrial e comercial. Avançamos vertiginosamente em relação à cultura e mudamos muito o nosso comportamento. Adotamos, inclusive, comportamentos alienígenas.   

       As comunicações alcançaram um progresso inimaginável. De um país considerado exportador apenas de matérias primas do setor primário, passamos a ser o país-locomotiva do continente sul americano.

      Expandimos as nossas relações diplomáticas  e comerciais com o mundo inteiro e alcançamos hoje uma posição privilegiada entre as nações mais ricas do mundo. Construímos um parque industrial invejável.

        Apesar disso temos ainda as nossas mazelas e defeitos que não podemos esconder do mundo que nos observa. É falha a nossa educação e a nossa distribuição de renda, é revoltante a corrupção que grassa em todos os setores da república, causa nojo o comportamento antiético e imoral dos nossos políticos e administradores, em sua maioria, imorais, ladrões, corruptos e descarados.

        É amedrontador viver o grau de violência a que estamos submetidos. Situação inimaginável, revoltante e fora de controle.

       Para piorar querem agora calar o povo e reprimir as suas manifestações democráticas. O que vai acontecer? Acontecerá no Brasil o que aconteceu nos Estados Unidos.

           Surgirá, por essas terras cabralinas e sem demora, um Trump- tupiniquim. O povo em silencio já clama por ele e quando ele se manifestar claramente, as massas incultas o seguirão como pacíficas  ovelhas cegas.

             Seguirá porque já não se pode suportar tanta violência, insegurança, corrupção, desrespeito, descaso, roubalheiras e afrontas ao povo e a democracia. As nossas maiores autoridades, que poderiam dar bons exemplos são as mais imorais.  Surgindo esse líder polemico, o povo certamente o seguirá desde que ele use a linguagem que o povão entenda.

              Já se fala nele em voz alta pelos becos e pelos botecos, como dizia Chico Buarque, e a exigência é uma só. Que ele cumpra o que diz e ponha ordem na casa.

               As últimas pesquisas eleitorais indicam, pela ordem, que Lula, Marina e Bolsonaro lideram as intenções de voto para as aproximas eleições presidenciais. Lula é ainda considerado imbatível visto que lidera em todas as projeções e por ser considerado, pela maioria dos eleitores, um dos melhores presidentes brasileiros senão o melhor deles.

                Marina possivelmente não chegaria ao segundo turno por razões que não queremos aqui discutir.

                Bolsonaro corre pela via livre, dizendo o que quer, ameaçando como pretende, às vezes dizendo verdades incontestáveis ou apontando saídas impossíveis sem se preocupar com a sua imagem e nem com o que digam a seu respeito como o outro lá dos States.

                  Já tem adeptos e seguidores. Nas pesquisas, está atrás somente de Lula com 17 pontos percentuais empatado com Marina Silva.

                 Bolsonaro é o Trump-trupiniquim dos brasileiros decepcionados com tudo que aí está.

                Algumas das suas afirmações feitas em polemicas entrevistas podem perfeitamente fermentar a massa. A massa poderá levá-lo a um triunfo inesperado. Poderá acontecer aqui o que aconteceu lá, na America.

                O que ele promete fazer o povão apóia e aplaude. Vejamos algumas afirmações suas. 

Armar o povo para combater os bandidos.

Pena de morte para costumeiros marginais.

Fim das cláusulas pétreas da Constituição.

Trabalhos forçados para apenados. Só comerá quem trabalha.

Redução da maioridade penal.

Modificação no Estatuto do Desarmamento para assegurar que o homem de bem ande armado para defender a sua vida e o seu patrimônio, entre outras.

Acreditando ou não ele está a cada dia recebendo mais apoio nas Redes Sociais e crescendo nas pesquisas eleitorais para 2018.

        É difícil vencer LULA, caso ele seja candidato, mas impossível não é. Se o efeito Trump chegar por aqui, teremos uma surpresa.

         Concordam?

          Souza Irmão

 


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