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15 de março de 2017, 09:00

A CARA DE LULA


Sou sertanejo. Sei bem o que estou afirmando.

Afirmo, não pelo o que ouvi dizer. Afirmo pelo que vi, senti  e testemunhei e, neste caso, empenho a minha palavra.

Neste fim de semana dediquei todo o meu tempo disponível a procura de tudo o que se referisse as obras da TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO e, como não poderia deixar de ser, sobre tudo que se referisse ao flagelo das secas e suas conseqüências. É vasto o acervo de informações sobre o assunto que vem sendo catalogado pelos mais sérios meios de comunicação do Brasil, desde tempos imemoriais.  

É triste e chocante saber de tanta desgraça e sofrimentos por que passou o povo desprotegido e miserável do Nordeste e mais detalhadamente do sertanejo que durante séculos teimou em permanecer numa terra – o Polígono das Secas - que lhe oferecia as mínimas condições de sobrevivência e dignidade.

Só sabe o que é uma seca e o que ela representa quem superou um desses períodos tenebrosos e difíceis de superar.  Neles a sede, a fome, a miséria, a desesperança e a revolta são cilícios que quebram a resistência do homem e fazem por de joelhos os espíritos mais firmes e os corpos mais resistentes.

Neles o homem sertanejo, antes tão forte e bravo, se torna um farrapo humano. Olha para o céu a procura de um sinal mínimo de esperança e não há. As aves, os ventos, as suas experiências adquiridas e guardadas como tesouros sagrados desde as eras avoengas prenunciam uma desgraça breve – A falta de chuvas- por um período imprevisível.

E, fatalmente quando ela chega, vem cruel e destruidora. O sertanejo chora. Morre-lhe o gado. Secam-lhe as plantações. Debandam os filhos para as terras distantes do sul onde, se tornam quase escravos, em busca do pão diário. Muitos deles por lá ficam e nunca mais voltam sem condições de voltar e, se retornam vem às pressas para socorrer os sobreviventes com um pouco do pouquíssimo que adquiriram.

É sina do sertanejo que reverbera no seu íntimo como uma maldição divina... Mas, no seu coração ele guarda a esperança de ver um dia tudo melhorar. Ele crê.

 Os seus ‘ Profetas Populares’ anunciaram bênçãos futuras, num passado distante. Padre Cícero do Juazeiro disse que o Sertão iria virar mar. Antonio Conselheiro anunciou ao povo de Canudos que das pedras do chão esturricado surgiria o pão diário e com fartura para os sertanejos e para os seus filhos. A poeira da terra seria transformada em fubá e no chão, improdutivo e quente, nasceriam campos floridos e benfazejos.

Alguns afirmaram que D. Sebastião, um dia, viria resgatar o seu povo da miséria. Outros disseram que o Sertão ainda iria encher o bucho do mundo quando os rios se tornassem perenes para irrigar os campos e garantir as colheitas.

 Eram palavras cheias de esperanças que os sertanejos traduziam como certezas futuras porque criam que os seus profetas eram inspirados por Deus.

Deus tarda, mas não falta.

  Ao longo dos séculos muitas promessas foram feitas. O sertanejo esperou crente e esperançoso, pacientemente... Em 1850 o Imperador Pedro II visitou as terras áridas do Ceará e viu de perto, com os seus próprios olhos, o sofrimento do povo. Na ocasião prometeu que, se necessário fosse, venderia a última jóia de sua coroa imperial para acabar com o sofrimento do sertanejo.

   Além dessa promessa nada mais fez do que mandar construir alguns grandes açudes para acumular água, construir estradas e tomar algumas medidas emergenciais que proporcionariam o surgimento de escândalos, roubalheiras e desvios das verbas públicas cujos benefícios imaginados pelo Imperador jamais chegaram ao povo.

   Foi nessa época que surgiu a idéia da transposição do Rio São Francisco como a única solução realmente viável para o sertão nordestino. A obra teria um custo extraordinário e seria inviável, na época, tocar o projeto porque não havia viabilidade técnica.

    Muitos governos passaram, depois da queda do Império com a proclamação da República. Secas terríveis aconteceram e se sucederam cada vez mais terríveis e cruéis. E as medidas emergenciais tomadas pelos governantes somente incentivavam o roubo e o desvio do dinheiro público. Muitos enriqueceram com os desvios escandalosos. Tornaram-se milionários. Os políticos principalmente.

     Apesar disso, o sonho da Transposição continuou como objeto único para a redenção do povo sertanejo, até que Luis Inácio, LULA, o transformou em realidade.

     Fizeram-lhe oposição cruel. Tentaram inviabilizar o projeto. A sua luta titânica foi vencida na marra e no grito. Ao lado de Lula e depois Dilma com o apoio do o povo e alguns líderes cujos nomes não poderão jamais ser esquecidos, como o de Ciro Gomes que o Brasil respeita e aqui, o nome do Pe.Djacir Brasileiro  a quem o sertanejo admira e agradece.

    Eis porque, no último fim de semana na cidade de Monteiro o povo prestigiou a festa em que acionariam as comportas para que as águas do Velho Chico enchessem a barragem que abriria o caminho das águas para a redenção de milhões de paraibanos.  

     Houve quem afirmasse na ocasião, que a Transposição do Rio São Francisco não tem dono. Realmente não tem, mas o povo sabe que tem ali a cara, a coragem e a determinação do presidente LULA.

       E o povo levantou a sua voz para agradecer a Lula. Lula do povo, Lula Redentor, Lula das águas.

        SOUZA IRMÃO – 15-03-2017


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