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17 de março de 2017, 09:19

Em noite de duas sessões - vereadores batem boca e oposição se retira do plenário


Bate-boca, troca de acusações, perguntas se vereadora iria mesmo renunciar ao cargo e o microfone da tribuna fechado para o secretário do Procon municipal Bruno Maia, na primeira sessão da noite desta quinta-feira (16), na câmara municipal de Patos. Esses foram alguns pontos que marcaram a reunião dos parlamentares patoenses. Presidida pelo vereador Ferré Maxixe (DEM), vice presidente da casa, devido à ausência do presidente Sales Jr. (PRB), a reunião, foi literalmente discutida do início ao fim.

Tudo começou quando a vereadora Lucinha Peixoto (PCdoB), que afirmou na última sessão que reiniciaria ao mandato, se no Procon municipal, não fosse encontrado 56 funcionários, entre efetivos, contratados e comissionados. Presente na sessão a convite do vereador Dito (PTN), o secretário Bruno Maia, foi convidado para se fazer presente nas cadeiras reservadas e fazer uso da tribuna.

A vereadora Lucinha, antes mesmo das leituras que compreendem o primeiro expediente, se alterou e citando o regimento interno, olhando para o colega parlamentar Dito, afirmou que o vereador não havia protocolado corretamente em tempo hábil seu convite para o uso da tribuna para o secretário.

O fato causou o primeiro grande bate-boca entre os legisladores. Em seguida os vereadores se revezaram na tribuna e se dividiram em permitir ou não o uso da tribuna pelo secretário.

Visivelmente irritada a vereadora aparteou colegas que usaram a tribuna e ouviu a pergunta por várias vezes: A senhora vai renunciar ao mandato?

Ao fazer uso da tribuna o vereador Ramon Pantera (PTN), disse que foi ao órgão municipal, como foi solicitado pela colega Lucinha e encontrou irregularidades ainda da gestão passada, a qual a própria parlamentar defendia como situacionista.

Ao ser aparteado por Lucinha, Ramon voltou a tribuna e afirmou que não era palhaço para viver de piadas, como havia afirmado a vereadora.

Lucinha por sua vez afirmou que não vai renunciar e continuará na casa.

Outros vereadores pediram um pouco mais de respeito entre os próprios parlamentares, que ao ter uma colega na tribuna, alguns colegas simplesmente não davam atenção e desrespeitava os demais oradores.

Um requerimento foi apresentado pedindo o fim da sessão ordinária, votação do requerimento e convocação de uma sessão extraordinária em seguida e nessa sessão o uso da tribuna libre pelo secretário do procon.

Esse pedido causou ainda mais polemica e discussão, pois a oposição alertou que aprovaria o requerimento porém não concordava com a  convocação  imediata do secretário para o uso da tribuna. Dentre outros pontos do regimento interno o vereador Ivanes Lacerda e a vereadora Nadir Rodrigues, informaram que esse convite teria que ser feito em até 24h.

O presidente alegou que atendendo a maioria dos vereadores colocou em votação o requerimento e e fez a convocação para a tribuna do secretário Bruno Maia.

A oposição como havia anunciado, se retirou com bancada inteira da câmara e a sessão extraordinária foi realizada apenas com a bancada da situação na casa Juvenal Lúcio de Sousa.

Por sua vez o secretário afirmou que não foi aquela casa provocar discórdia e sim apenas prestar esclarecimentos, em relação ao número de funcionários lotados no Procon desde janeiro de 2017.

Enfim após uma noite de mais desentendimentos do que apresentação de requerimentos, 12 no seu total, as sessões foram encerradas.

 

 

Fonte - Sertão Político 

 


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