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01 de maio de 2017, 23:20

Já não somos os mesmos, e nem vivemos mais como nossos pais. A mudança já começou


A morte do cantor cearense, Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, dia 29 de abril de 2017, aos 70 anos, ocorrida na cidade de Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, resgatou vários sucessos do artista, entre eles, “Como Nossos Pais”, eternizado na voz da cantora Elis Regina em 1976. Na letra, Belchior fala das desilusões que um indivíduo tem acerca do sistema social e político de sua época. A canção retrata a paixão pelo direito de viver, pelo amor e pelas amizades, características do convívio familiar e a expectativa de um futuro melhor.

Veja o trecho em análise: “Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”. Pois bem, agora vem a análise atualizada da letra, sobre o meu ponto de vista.

Se analisarmos a vida de nossos pais, voltando algumas décadas atrás, não demoramos a perceber que avançamos sim, em várias áreas. Pelo amor de Deus, não confundam essa análise com política, defesa ou ataque a sistema político A ou B. Estou a me referir ao contexto geral; Mundo, Brasil, Paraíba, Patos, e nossas comunidades rurais. Locais sem escolas, sem luz elétrica, sem água potável. Famílias vivendo sem salários, desprovidos de uma renda fixa, sem ter sequer, um dos direitos mais básico garantido; a alimentação.

Mais uma vez chamo a sua atenção para esclarecer que não estou me referindo aos supostos “avanços” desse, ou daquele governo. Mas para apontar que nos últimos 50 anos, a tecnologia, a informática, os avanços nos meios de comunicação, mesmo sendo comandados por uma classe dominante, levou mudança para milhares de pessoas em várias partes do mundo. Em algumas áreas esses avanços foram tão significativos que trouxe “voz” a bilhões de pessoas, quebrando o monopólio da informação, abrindo uma brecha na poderosa máquina alienadora da mídia corporativa. Cito esse, mas tivemos outros avanços extraordinários, como na medicina, na luta pela preservação do meio ambiente e vida animal, bem como, no descobrimento de grandes esquemas de corrupção pelo mundo, até então inimagináveis de vir à tona.

Todos esses fatos, e milhares de outros, vividos pela nossa geração, nos mostra que, a grande mudança já teve início, e que JÁ NÃO SOMOS OS MESMOS, E NEM VIVEMOS MAIS, COMO NOSSOS PAIS.   

A parti de agora, uma nova mudança também terá início. Essa será o grande salto, e o último passo que estávamos precisando dar, para encontrar o tão sonhando caminho de uma nova humanidade. Essa mudança, na realidade, já teve início nas mentes das pessoas, no sentir, na capacidade de questionar milenares e arcaicos poderes que sempre nos escravizaram. Esse fato fará ruir as últimas muralhas que ainda impedem o progresso total da humanidade.    


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