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09 de maio de 2017, 16:56

É preciso que saibamos usar bem as mídias sociais


A internet, além de uma fonte permanente de consulta e de informação, nos proporcionou o acesso a uma ferramenta importante: as mídias sociais. Entre elas a mais importante, no nosso ver, é o Facebook. Uma forma muito prática de discussão dos mais diversos assuntos e de comunicações sociais. Os seguidores de uma determinada pessoa têm acesso ao que ela está pensando e isto leva a discussões interessantes. Uns se especializam em política, outros em religião, outros em esportes e assim por diante. Quem se interessa por aquele assunto “curte”, “comenta”, “compartilha”.  Há discussões sérias, mas há também participações que não têm “nada a ver”. Mas cada um tem liberdade para participar ou não da discussão. Se os assuntos levantados por aquele participante não interessam, você pode ignorar. Se nunca interessa, você pode “bloquear”. Eu, por exemplo, não tolero as “correntes”. Se alguém se especializa nisso, pode ficar certo que eu não vou “curtir”. Posso até ler a “corrente”, mas dificilmente a passo para a frente. A não ser que seja um assunto muito importante.

Outra mídia importante é o WhatsApp. Para troca de informações pessoais é excelente. É excelente, também, para troca de informações de caráter profissional. Muito boa para troca de informações sobre os problemas da empresa ou do grupo. Boa para fofocas. Para transmissão de mensagens religiosas. Para discussão de futebol. Mas fica chato quando se misturam os assuntos. Tomam tempo e congestionam a memória dos celulares menos potentes. Tem coisa mais chata de que você querer salvar um número telefônico e receber uma mensagem de que não tem espaço em sua memória?

E o pior é quando você faz parte de um grupo. Vai receber uma saraivada de mensagens que vão levar seu celular de poucos recursos a uma verdadeira loucura.

As enxurradas de mensagens muitas vezes nos levam a tomar uma providência antipática. Sair de um grupo. Posso parecer mal-educado, mas muitas vezes é a única saída. Determinados grupos, além de tomarem tempo, congestionam meus pobres celulares. E o pior é que muitas vezes você não teve a iniciativa de entrar naquele grupo. Simplesmente, colocaram o seu telefone no grupo. Ou seja, impuseram a sua participação. E, inclusive, colocam no grupo algumas pessoas influentes, que muitas vezes nem se dão ao trabalho de postar no grupo. Serviram só de iscas. Daqui a pouco haja mensagens, haja sonoras, haja vídeos. E haja perda de tempo. Uma das saídas é, simplesmente, ignorar o grupo. Mas, quando o celular congestiona, vem a alternativa antipática: sair do grupo.

Outro dia, sugeri em um desses grupos, que ao invés de imporem ao participante a sua entrada no grupo, fizessem um editorial dizendo quem são os participantes do grupo e quais assuntos serão tratados para em seguida fazerem um convite para o internauta aderir ao grupo. Se depois de aderir ao grupo, o participante não gostasse dos assuntos tratados ou da forma de tratá-los, simplesmente comunicaria o motivo da sua saída e sairia do grupo.

E poderiam ser criados, até com a participação das mesmas pessoas, grupos temáticos. Um grupo para discutir futebol, outro para fofocas, outro para mensagens religiosas, outro para pornografia e assim por diante. Tenho um amigo que gosta muito de postar vídeos pornográficos, às vezes até misturados com mensagens religiosas. Mas ele manda sem ser no grupo, no individual. Quando tenho tempo disponível dou uma “passada” no zap dele para ver as mensagens. Quando não tenho tempo, simplesmente não abro o zap dele e deixo acumular as mensagens para um momento em que tenha mais tempo disponível. Ruim é por que, vez por outra, tenho que deletar os vídeos para desocupar a memória.

Outro dia me colocaram num grupo cujo título se referia a um assunto que me interessa. No começo tudo bem. Dois dias depois começaram a me bombardear com vídeos de pornô. E a sobrecarregar a memória do meu celular. A saída foi sair do grupo.

Nos últimos dias, os administradores de alguns grupos passaram a frequentar outros grupos oferecendo a oportunidade de você aderir ao grupo deles. É um avanço. Mas seria interessante incluir uma proposta do que se pretende discutir e informar quem já aderiu.

Como instrumento de trabalho o WhatsApp é importantíssimo, mas não se pode estragá-lo com assuntos impertinentes. Acompanho alguns grupos de fofocas, por que, às vezes, dão assuntos ou pistas, para o profissional. Mas que, por amor de Deus, não baixem o nível. Não se deve esquecer que podemos tratar de assuntos profissionais a qualquer hora. Fofoca tem que ficar para depois do expediente. Pode não ter ninguém fiscalizando, mas nossa consciência falará mais alto.    

 

 


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