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04 de junho de 2017, 10:23

A nobre destinação de um cristal


Primeiro de junho de 1989 marca a colocação do cristal sagrado no
pináculo do Templo da Boa Vontade, uma das Sete Maravilhas de
Brasília/DF, poucos meses antes da inauguração, em 21 de outubro. A
ideia de uma pedra no ápice do monumento constava desde os planos
iniciais. Traria a luz do sol para o interior da Pirâmide de Sete Faces,
elevando o ambiente e permitindo, como tantos afirmam, a cromoterapia.
Os dias passavam velozes e nada de aparecer o mineral na proporção
correspondente ao lugar a ele destinado.



Desígnio divino


Como resolver esse impasse? O desígnio divino tinha a solução para a
difícil empreitada. Em 16 de março daquele ano, ao voltar de Brasília,
onde estive acompanhando as obras do Templo da Paz, assisti a uma
reportagem de um telejornal.
Foi assim: encontrava-me no meu gabinete de trabalho em São Paulo. Era
alta noite. Ligo o aparelho na antiga TV Manchete. O noticiário já
estava pela metade. O que aconteceu? Vi o minério rapidamente e o
pessoal dizendo que era o maior cristal puro no mundo. No mesmo
instante, telefonei para o estimado Haroldo Rocha, responsável, na
época, pela LBV na capital da República, e disse-lhe: ─ “Haroldo,
acabei de ver isso na TV Manchete. Vá buscar essa pedra, por favor. Se
não a trouxer (aí dei uma boa gargalhada), não precisa nem voltar.
Retorne, mas a traga, porque é o que procuramos”. Na manhã seguinte,
matérias a respeito do assunto pululavam na mídia.
Haroldo, então, se dirigiu a Cristalina/GO. Passou o dia inteiro lá.
Havia muitos estrangeiros no local. Todos querendo o grande quartzo.
Pacientemente, esperou sua vez. Chegando o fim da tarde, pôde falar ao
garimpeiro Chico Jorge da necessidade de levar aquela pedra, que seria
posta em um lugar especial. Descreveu-lhe o Templo da Boa Vontade em
construção. Foi quando, ao se aproximar deles, a esposa do minerador
interveio: “Chico, você vai passar essa pedra para o Templo, porque eu
sou ouvinte da LBV e gosto muito dela”. Em resumo foi assim. Haroldo
retornou, trazendo a pedra que se encontra hoje gloriosamente cravada no
pináculo do TBV. O que mais impressiona nessa história é que, naquela
mesma semana, a mulher do garimpeiro, dona Maria de Lourdes, lembrou-se
de um sonho no qual o marido achava uma pedra que teria uma nobre
destinação. Nestes 28 anos, esse belo cristal irradia a luz do Amor de
Deus, fortalecendo, ainda mais, a vocação mística da capital
brasileira.
Ao casal Chico Jorge e Maria de Lourdes, a gratidão dos milhões de
peregrinos que, ao entrarem na nave da Pirâmide das Almas Benditas, dos
Espíritos Luminosos, são beneficiados pela saudável energia espargida do
cristal do Templo da Boa Vontade.

Carta especial
Em correspondência a mim dirigida, o leitor G. S. P., hoje cumprindo
pena num presídio, conta que, por intermédio de sua mãe, chegou-lhe às
mãos uma das obras de minha autoria: “Quero dizer que há muito tempo
tenho acompanhado o trabalho da LBV, o qual tem toda a simpatia de minha
parte, e que particularmente acho que é o mais importante que temos no
país, principalmente na área social. (...) No início deste mês, a minha
mãe me mandou um sedex, pois me encontro encarcerado, e entre os
materiais de que necessito mandou-me também o seu livro Em Pauta —
Coletânea de artigos publicados. Esses artigos muito me
impressionaram, uma leitura que tocou o meu coração. Que Deus o abençoe
grandemente! Um forte abraço”.
Sinto-me gratificado em saber que esses meus modestos escritos lhe
estejam reconfortando a Alma.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.


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