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17 de outubro de 2018, 11:37

Institutos internacionais de Meteorologia afirmam que o fenômeno El Niño poderá se formar nos próximos meses


Em boletim atualizado em 11 de outubro, o Centro Americano de Meteorologia e Oceanografia manteve o cenário de aquecimento do Pacífico com formação de um fraco El Niño antes da chegada do verão no Hemisfério Sul, lembrando que o verão austral tem início dia 21 de dezembro.

O Centro Australiano também indica formação de um El Niño com pelo menos 70% de chance de desenvolvimento ainda em 2018. De fato, depois de muito patinar, a temperatura do Pacífico Leste Equatorial finalmente elevou-se chegando a pouco mais de +0,5°C na primeira semana de outubro.

As áreas central e oeste já estavam aquecidas desde abril. Durante boa parte de 2018, existiram dúvidas sobre a formação do fenômeno, pois são necessários cinco trimestres móveis consecutivos com desvios de temperatura de pelo menos +0,5°C na região central para que o aquecimento ganhe o status de El Niño. E algumas simulações indicaram e ainda indicam desvios mais modestos ou por período menos prolongado.

De qualquer forma, independentemente do status El Niño, o que importa é a mudança do vetor no Pacífico. No último verão, o oceano estava mais frio que o normal e agora, encontra-se mais quente que a média. Isto trará mudanças importantes na temperatura e distribuição da chuva no Brasil.

Começando-se pelo centro e sul do Brasil, a estiagem registrada no verão passado no centro, sul e oeste do Rio Grande do Sul, além de Uruguai e Argentina, não acontecerá em 2019. A chuva também será mais frequente em Santa Catarina e Paraná, avançando para São Paulo e Mato Grosso do Sul, lembrando que os três últimos Estados sofreram com uma estiagem prolongada que começou em fevereiro em alguns municípios paulistas e posteriormente espalharam para Paraná e Mato Grosso do Sul.

Apesar da menor chance de estiagens, as Regiões Sudeste e Centro-Oeste devem registrar menos invernadas, que são aqueles dias fechados, chuvosos e com temperatura baixa. Trata-se de uma boa notícia para uns e má para outros. Setores como a agricultura, turismo e a indústria de condicionadores de ar se beneficiam de verões sob aquecimento do Pacífico.

Por outro lado, a recomposição de reservatórios para geração de energia elétrica e abastecimento das cidades será mais afetada. Olhando-se para o Norte e Nordeste, Regiões que receberam chuva mais frequente e intensa no verão passado, para 2019, a tendência é de chuva mais irregular, especialmente entre janeiro e fevereiro. E por fim, com relação à temperatura, o Brasil terá um verão 2019 mais quente que a mesma estação passada com calor mais persistente ainda em dezembro de 2018.

 

 Fonte: http://somarmeteorologia.com.br/security/defesa_civil/clima3.php

 


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