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20 de outubro de 2018, 12:13

Por Jordan Bezerra: um peso e duas medidas do prefeito Bonifácio Rocha


Quem nasceu até os anos 2000 lembra-se da “balança de dois braços” usada pelos comerciantes de feira livre, como também das famosas bodegas. Pois bem, de um lado você colocava o objeto ou produto e do outro o peso para verificar a pesagem exata.

Nasce a expressão popular “um peso e duas medidas”, que pode ser posta essa expressão e contextualizada na gestão do prefeito interino de Patos, Bonifácio Rocha (PPS), pois há contradição em seu comportamento como gestor.

Entenda o porquê:

Bonifácio assume a prefeitura de Patos em 15 de agosto, após o prefeito Dinaldinho Wanderley (PSDB) ter sido afastado pela justiça. Verdade seja dita que Bonifácio Rocha recebeu o Palácio Clóvis Sátiro (Prefeitura) em condição adversa, (“uma bomba chiando”). Segundo Bonifácio, o companheiro de chapa Dinaldinho deixou um rombo nos cofres públicos de mais de 30 milhões de reais e muita conta para pagar. Certo!

Mas agora o prefeito é ele, as medidas amargas e impopulares sobrarão para Rocha resolver esse enorme ‘pepino’, não pode passar a bola para outro. Pois bem, até aqui tudo compreendido, mas não bastassem as pressões de aliados e por parte dos vereadores e do povo, naturalmente, e, até talvez de ‘forças ocultas’ é o que se comenta na cidade, está pesando sobre os ombros de Bonifácio, as suas idas e vindas na administração tem trazido  muita inconstância na sua gestão,  isso é perceptível.

Primeiro ponto; deixou o secretariado do prefeito afastado por quase um mês; segundo: chamou a vereadora Edjane Araújo, aliada de Dinaldinho, para assumir uma Secretaria de Assistência Social, nada contra Edjane, mas politicamente não pegou bem para o prefeito, segundo seus aliados; Terceiro: recentemente o prefeito baixou um decreto municipal n° 033/2018, de 15 de outubro 2018, onde diz que, devido a grave crise econômica que passa o município, fica estabelecido através deste decreto a demissão coletiva e imediata de todos os cargos de provimento, em comissão, da administração direta e indireta da prefeitura municipal de Patos.

Cortar gasto é certo, até porque o limite prudencial permitido por Lei é de 54% de gastos com pessoal, e em Patos estava com 68%, segundo a gestão. Uma medida muito impopular, mas necessária para a saúde financeira do município de Patos. Muito foi falado na cidade e questionado na imprensa como Bonifácio iria tocar os serviços essenciais como saúde e educação, já que muitos tinham sido demitidos nessas áreas, mas a gestão afirmou que alguns iriam voltar; Quarto ponto: quinta-feira pasme os senhores, saiu no Diário Oficial do Município de Patos, recheado de novas nomeações de pessoas, detalhe: não fazem parte das áreas essenciais como saúde e educação. Ainda mais estranho, porque são pessoas ligadas ao prefeito afastado, em sua maioria, ou pelo menos que estavam trabalhando quando Dinaldinho estava prefeito, por que será, Bonifácio?

Esse comportamento inconstante de do prefeito, que demite e contrata, está deixando de orelhas em pé sua turma de aliados. Os nomeados não são para educação ou saúde, mas na pasta da Cultura, Comunicação, PATOSPREV, RH entre outras áreas, nada contra as pessoas, mas o questionamento é se não tinha condição financeira o município, ocorreu o milagre dos 3 dias? Do dia 15 para o dia 18? A verdade é que, ninguém duvida da honestidade do prefeito interino até hoje, contudo há muitos que afirmam que o prefeito está meio perdido igual a ‘cego em tiroteio’, sem rumo, e por isso só cresce sua impopularidade na cidade, isso é fato, infelizmente.  Estamos na torcida que o prefeito Bonifácio acerte, para o bem da terceira cidade mais importante do Estado.

 

 

Por Jordan Bezerra

 


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