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07 de fevereiro de 2019, 15:26

Famílias de apenados falam sobre feridos e se queixam de falta de informações no Presídio Procurador Romero Nóbrega, em Patos


Desde o início da tarde desta quarta-feira, dia 06, que a movimentação é intensa dentro e fora do Presídio Procurador Romero Nóbrega, em Patos, após ter se iniciado uma rebelião que, de acordo com informações, teria começado em decorrência de denúncias de presença de celulares em celas após a realização de visitas íntimas.

A direção do presídio se posicionou e decidiu realizar buscas nas celas suspeitas. Alguns apenados se revoltaram com a possibilidade de “pente fino” e deram início a rebelião com queima de colchões, gritos e depredação de móveis das celas. O tumulto teria começado no primeiro andar e logo se estendeu para outros locais.

Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), membros do Ministério Público e órgãos de imprensa se fizeram presentes. Familiares de apenados se concentraram nas imediações do Presídio Procurador Romero Nóbrega e desde quarta-feira o clima é tenso, pois houve disparos de arma de fogo com balas de borracha e o Batalhão de Operações Especiais da Polícia (BOPE) ficou de prontidão, além dos próprios agentes penitenciários.

Na tarde desta quinta-feira, dia 07, quando a situação parecia estar contornada, ocorreram novos disparos, gritaria e as família enviaram relatos de feridos e falta de comunicação da real situação na parte interna do Presídio Procurador Romero Nóbrega. Rebeca Medeiros, família de apenado, relatou que existem feridos, alguns presos machucados estariam trabalhando sem descanso na limpeza. Ela também se queixou de falta de informações sobre transferência de apenados, limitação de comida levada por familiares, dentre outras questões.

“...dizem que está tudo calmo, mas de vez enquanto a gente vê gritos, pedido de socorro, tiros. Quando a gente vai na frente gritar eles (polícia) manda a gente sair e não dá notícia. A gente quer saber de notícia verdadeira e não falsa. Disseram que não ia ter transferência, mas a gente tá sabendo que vai ter sim! Se um familiar da gente for transferido, vai ficar difícil para a gente visitar...não precisa dessa humilhação com a família...”, relatou Rebeca.       

A reportagem do Patosonline.com se fez presente na tarde desta quinta-feira e fez contato com o diretor do Presídio Procurador Romero Nóbrega, Isaac Júnior. O diretor relatou apenas que a situação estava controlada e que às 13h00 aconteceu o fornecimento de alimentos aos reclusos. A informação foi repassada por meio de mensagem e sem maiores detalhes.

 

 

Jozivan Antero – Patosonline.com

 

 

OUÇA entrevista com Rebeca Medeiros:

 


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