comentários  

12 de fevereiro de 2019, 08:50

Luto no jornalismo e no Brasil: morre Ricardo Boechat


Hoje, segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019, um dia muito triste, que ficará marcado com a partida ‘precoce’ do generoso, talentoso e brilhante jornalista Ricardo Eugênio Boechat, após a queda do helicóptero em que ele estava a bordo, em São Paulo, às 12h05.

Aos 66 anos, 49 de profissão, Boechat foi brilhante em várias frentes do jornalismo; impresso, TV e Rádio, algo raro na profissão, pois isso muito do meio, afirmam que ele era um comunicador ‘completo’, que exercia as funções sem perder sua qualidade.

A coragem em defesa do povo era uma característica de Boechat. Atualmente, trabalhava no Jornal da Band e era âncora na Rádio Band News e colunista da revista Istoé. Já passou pelo Diário de Notícias, Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo, O Globo, TV Globo entre outros veículos de Comunicação. Portanto, um profissional de norral.   São vários os relatos positivos vindos de parceiros de profissão e também dos poderes constituídos do país como o Judiciário, Legislativo e Executivo deixaram mensagens em que lamentaram pela perda do jornalista. 

Poderoso na escrita, firme no discurso, coerente nos comentários, eram marcas desse exímio comunicador. Segundo ele, o jornalismo foi uma necessidade no início de carreira que virou vocação e depois paixão. Denominava-se como repórter, era fascinado pelo ‘furo’ no jornalismo, ou seja, matéria exclusiva. 

Argentino de origem, brasileiro de coração. É sabido que jornalismo do Brasil está mais pobre,  pois se despede de uma referência para os profissionais da Comunicação, como disse seu companheiro, José Luiz Datena, “o Brasil perde  seu maior âncora da TV”.

Conhecido pelo humor ácido e pela irreverência. Na emissora, também tinha comentários precisos, claros, sempre em defensa do povo, seja contra quem fosse, por isso era tão  querido e amado por seus ouvintes, telespectador e leitor.

Jornalista premidíssimo, contudo sempre se manteve humilde, gente boa, como se diz, sem ego, sem preconceito e vaidade, pelo contrário, era generoso com todos.

Ficamos com esse enorme vazio e um nó na garganta, mas ficará seu legado de como se deve fazer jornalismo de verdade, sempre pensando primeiramente no bem coletivo e social.  Aqui na terra sua voz dá uma trégua, agora vai ecoar no Céu. 

 

Descanse em paz, diferenciado e singular jornalista Ricardo Boechat 

 

 
Por Jordan Bezerra

 


Publicidade
Publicidade

Comentários

O utilizador reconhece e aceita que o PATOSONLINE.COM, apesar de atento ao conteúdo editorial deste espaço, não exerce nem pode exercer controle sobre todas as mensagens. O PATOSONLINE não se responsabiliza pelo conteúdo de mensagens publicadas no mural ou comentários de postagens.