Comentário de um cidadão que acompanhava a sessão da Câmara nesta terça-feira, 03/09: “Os  vereadores que não tem conseguido “mamar” se juntaram aos vereadores que temem ser “desmamados” para tentar pressionar o prefeito Ivanes e estão votando  contra o projeto de remanejamento”.

Este comentário foi colhido depois que a sessão foi suspensa e depois encerrada, por conta de um tumulto provocado pelos vereadores que eram contra a aprovação da matéria.

Durante a sessão vários vereadores se manifestaram contra e a favor do projeto. Os vereadores Góia e Gordo da Sucata anunciaram que haviam apresentado uma emenda em que propunham uma alteração retirando a palavra “anterioridade” da redação do projeto.

A vereadora Lucinha anunciou que tinha votado na Comissão de Constituição e Justiça sugerindo o arquivamento do projeto, com o que não concordaram Fátinha Bocão e Capitão Hugo, que opinavam pela admissibilidade do projeto, mas se manifestavam favoráveis à aprovação da emenda de Góia e Gordo  da Sucata. A maioria de 2 a 1, na CCJ, fez com que o projeto fosse colocado em pauta. 

Ao  se iniciar a votação da matéria, o vereador Góia, sentindo o clima contrário a aprovação da sua emenda, pediu que ela fosse retirada de pauta. Depois de encerrada a sessão garantiu aos colegas de imprensa que a reapresentará na próxima sessão.

Continuando as discussões, os vereadores Suélio Caetano e Ramon Pantera apresentaram dois pedidos de vistas ao projeto, o que adiaria a sua tramitação para a próxima quinta-feira. A presidente da Câmara, Tide Paulino, embora pudesse decidir sobre o pedido de vistas, preferiu submeter o pedido de vistas à votação do plenário.

O resultado da votação revelou um clima favorável à aprovação do projeto, uma vez que o pedido de vistas foi derrotado por oito votos a sete, com abstenção do vereador Toinho Nascimento. Votaram a favor do pedido de vistas, ou seja contra a votação do projeto naquele dia, os vereadores: Góia, Gordo da Sucata, Suélio Caetano, Ramon Pantera, Lucinha, Capitão Hugo e Fatinha Bocão. Votaram contra o adiamento da votação através da concessão de vistas, os vereadores Raniere, Nadir, Sales Júnior, Cambirota, Paulinho, Diogo, Dito e Ferré.

Segundo observadores, o voto de Toinho Nascimento foi primordial para o resultado. Se ele votasse contra o pedido de vistas haveria o empate e o voto de Tide, obrigada no caso de empate a se manifestar, podia ser favorável à concessão de vistas e consequente adiamento da votação.

Diante da iminência de uma derrota, os vereadores contrários à aprovação do projeto iniciaram um tumulto, não se sabe comandado por quem, que obrigou a presidente da Câmara Tide Paulino, a suspender a cessão por cinco minutos. Os vereadores contrários ao projeto aproveitaram para se retirar do plenário, o que comprometeria o quórum para votação do projeto. Com isso, Tide aproveitou para encerrar a sessão. A matéria deve voltar para discussão na próxima sessão. Com isso, segundo os observadores, os vereadores contrários à aprovação da matéria ganharam dois dias a mais na sua tentativa de atrapalhar a administração.

Da série de iniciativas para dificultar a aprovação da matéria que é de interesse da administração municipal, além da tentativa de Lucinha de impedir a tramitação com seu voto contrário, da emenda modificativa proposta pela dupla Góia/Gordo e do pedido de vistas de Suélio Caetano e Ramon Pantera, se conclui o interesse desses vereadores e outros que a eles se juntarem, em criar problemas para a administração do Dr. Ivanes Lacerda. Eles têm lá suas razões para isso. Talvez o medo de “desmame” ou o de continuar sem mamar seja um deles.

Com relação ao pedido de vistas, vale perguntar: “Se os senhores vereadores conhecem o texto do projeto há mais de quarenta dias, período entre a data que a Presidência diz que encaminhou uma cópia para cada um deles e a discussão atual, e ainda precisam pedir vistas para se aconselhar sobre o projeto, ou são muitos ruins de leitura ou não entenderam “patavinas” do que leram”.

E se não queriam atrapalhar a administração, por que os vereadores contrários à aprovação da matéria não consignaram seu voto contrário, pedindo que constasse da ata, e não deixaram que os demais aprovassem a matéria? Se por acaso fossem depois acusados de improbidade administrativa pelo fato de a Câmara ter aprovado  o projeto, estariam documentados com a ata da sessão para se defender. 

Este segundo episódio, aumenta aquela impressão, ouvida da população, e objeto de comentários nossos a semana passada, de que uma parte dos vereadores tomou a si a tarefa de entravar a administração municipal. Ainda bem que estes vereadores contrários à administração parecem que são minoria. Aqui dou (graças a Deus), a mão à palmatória. Não é a Câmara, mas apenas uma parte dela. Que esperamos continue minoria. Afinal, a parte contrária à administração vestiu a “carapuça” nos vários episódios da sessão desta terça-feira, 03/09.

LGLM