Na vida tudo é passageiro, como diz a Palavra de Deus, sobretudo se aplicarmos essa máxima no campo da política. Pois bem, hoje quem é grande amanhã pode se tornar pequeno e vice-versa. Avaliando a política paraibana atual, dá para compor uma tese significativa de doutorado. Afinal, o que aconteceu com o PSB da Paraíba é intrigante?

De consistente, forte e poderoso, de repente um RACHA de grande proporção: por quê? Pois, aprendemos que em time que se está ganhando não se mexe, sobretudo o time está vencendo de goleada, porque é assim que os outros partidos veem, o Partido Socialista Brasileiro, e são os resultados conseguidos nas eleições de 2016 e 2018 que atestam essa afirmativa, senão vejamos; maior número de prefeitos eleitos, maior número de Cadeiras adquiridas na Assembleia Legislativa, um Senador eleito sendo o mais votado, um deputado federal e o principal fez o sucessor no governo do estado, de fato, uma grande  supremacia que se pode dizer que o PSB fez cabelo, barba e bigode.  Um feito admirável comandado pelo ex-governador Ricardo Vieira Coutinho (PSB).

Portanto, apresentado esse breve histórico vencedor do PSB, era inimaginável analisar que poucos meses depois do sucesso do pleito de 2018, sobretudo agora um verdadeiro desmancho está por vir na sigla e não tardará. De forte e imbatível, contudo, agora, frágil e desnorteado. Mas quem é o autor deste melodrama grego? Quem é o protagonista desta derrocada? Sem precedente na história recente da política da Paraíba. Capaz de uma façanha tão desonrosa para a maioria do PSB. Destruindo não só o partido, mas o projeto  de quase nove anos, como gosta de pregar os girassóis.

Vamos compreender alguns fatos: o ex-governador Ricardo Coutinho é, sem dúvida, a maior referência e liderança da política do estado na atualidade, pois governou durante oito anos, e, verdade seja dita, o estado avançou muito com seu modelo administrativo, tanto é que fez seu sucessor, João Azevedo, ainda no 1º turno.

Portanto, o partido no seu auge, de repente, estoura uma bomba, pois o diretório estadual é destituído pelo Presidente Nacional do Partido, Carlos Siqueira, que num passo de mágica, sem nenhuma cerimônia, sem explicação palpável, mas sim de forma ditatorial. Naturalmente que essa decisão arbitrária e autoritária não agradou à maioria do PSB. Um verdadeiro golpe, assim, foi assimilado e classificado pelo governador João Azevedo e seus aliados.

Uma atitude impensada e antirrepublicana orquestrada por RC, logo, o Mago que sempre pregou e defendeu a democracia, é algo muito estranho e um verdadeiro contrassenso para história do socialista, que sempre se gabou do uso da ferramenta democrática, que é o diálogo. No entanto, desta vez, esse atribuído não  foi exercitado pelo Mago.

Teria RC agido pela emoção ‘embriagado’ pela gana por poder, ou pelo sentimento de desconforto, por João simplesmente não ser um governador fantoche como a oposição pregava na época de campanha. João, para poder sentar na Cadeira do Palácio da Redenção, evidentemente, que necessitou do apoio irrestrito de RC, pois caso contrário, não venceria. Contudo é verdade que Azevedo não implorou para ser indicado por RC. E, hoje, quem é de fato  governador da Paraíba eleito de forma democrática  é João. Quem tem o poder da Caneta também é ele, e essa prerrogativa pesa muito para aglutinar aliados. Já RC continua sedo um grande líder político, no entanto, sem mandato e, por conseguinte, sem poder.

Já dizia um grande fazendeiro da região de Patos, Pedrinho de Sousa, de saudosa memória: “quando a pessoa quer ser muito sabida dá um passo na besteira”. Essa  expressão é bem peculiar para o momento vivido pelo Mago.

Na política paraibana tem um ditado bem conhecido: “que até boi pode voar”. Portanto, tudo pode se resolver ainda, entretanto, a preço hoje, é muito pouco provável, e a tendência  natural é que o PSB, de  gigante se tornará  pequeno e o líder maior do estado poderá naufragar.

Por Jordan Bezerra