Tenho tomado conhecimento nas últimas horas de que alguns comentários nossos nos últimos dias tem incomodado determinadas pessoas, seja entre políticos, seja entre colegas de imprensa, seja de ouvintes de determinados tendências políticas.

Segundo alguns, tenho feito uma defesa sistemática da administração municipal, e talvez o estejamos fazendo por interesses em receber benesses da administração.

Em minha vida como jornalista, beirando os quarenta anos, sempre tenho buscado manter uma coerência que é desejável em todo profissional. Buscar a verdade mesmo que doa em alguns.

Políticos de todas as categorias e de todas cores partidárias tem recebido de mim, críticas quando considero erradas determinadas atitudes e, çor outro lado, elogios para os seus acertos.

Outro cuidado que tenho tido foi sempre declarar as minhas preferências partidárias. O que não me impede de também criticar aos amigos quando acredito que estejam errados. Fui militante partidário petista, hoje sou crítico contundente dos desvios cometidos por muitos antigos companheiros.

Durante o período em que exerci a função de Coordenador de Comunicação na administração de Dinaldinho, procurei exercê-la de modo profissional. Não é a função do comunicador fazer uma defesa intransigente da administração, mas mostrar as coisas boas e tentar divulgar as correções executadas, quando algum erro seja apontado. As críticas e sugestões devem ser discutidas “interna corporis” (internamente) e divulgadas as soluções. A defesa deve ser feita pelos secretários em cujas pastas ocorrerem problemas ou pela assessoria jurídica se for o caso, e aí, divulgá-las nos meios à disposição da administração, ou fazer chegar as informações à imprensa independente, através de mídias de uso pessoal, para que façam da informação o que bem entenderem.

Isto é o que tem sido feito pelos colegas que exercem a função de modo profissional.  A comunicação oficial não deve ser uma tribuna política, mas um meio de informação do que acontece na administração. Deixando as críticas e as defesas para os órgãos competentes. E o julgamento para a opinião pública.

Deixando, a coordenação de comunicação, continuei a colaborar na medida do possível com a administração tanto nos oito meses de seguintes de Dinaldinho como no período de dois meses em que servi à administração de Bonifácio Rocha.

Com a minha volta ao Ministério do Trabalho, continuei a minha atividade jornalística no mesmo diapasão. Tentando colaborar com Bonifácio e com Sales Júnior. Apontado falhas, sugerindo soluções e elogiando os acertos.

Diante da crise administrativa, com a saída de Sales Júnior, entrevi uma saída na eleição do Dr. Ivanes para a presidência da Câmara de Vereadores e, consequentemente, a posse como prefeito interino. Havia poucos vereadores com conhecimentos que poderiam ser úteis no exercício da administração municipal, mas acreditei que Dr. Ivanes reunia a coragem e a  independência necessária para enfrentar todas as barreiras que os administradores anteriores enfrentaram e, ao mesmo tempo, o jogo de cintura necessário para enfrentar uma Câmara de Vereadores indisposta por grande parte dela a ajudar. Ninguém pode duvidar de que o Prefeito não conseguirá administrar sem a colaboração da Câmara de Vereadores, (uma exigência do sistema democrático), razão pela qual tem que haver bom senso de ambas as partes. Os dois poderes, Legislativo e Executivo, são independentes, mas as coisas só funcionam sem os dois forem harmônicos.

Ou o prefeito tem coragem para tomar medidas duras e antipáticas ou nada será feito para tirar a administração do fundo do poço. E a Câmara de Vereadores tem que colaborar com isto, senão o gestor não terá sucesso.  Esta colaboração pode ser com sugestões, com emendas aos projetos de iniciativa do Executivo, com projetos próprios. Só não pode cobrar em troca desta colaboração o atendimento de interesses pessoais, como alguns tem tentado fazer.

Por isso tenho feito uma defesa sistemática da administração. Não tenho nenhum interesse pessoal. O que me motiva é o interesse da cidade de Patos, a quem amo desde que aqui nasci.

Não tenho interesse em receber cargos nem benesse da Prefeitura. Um sucesso de Dr. Ivanes será um benefício para toda a população da cidade de Patos.

Estou muito bem onde estou. Sinto-me realizado com o trabalho que faço como auditor. Pago por mês de imposto de renda pelo que recebo como funcionário público, pouco mais do que os vencimentos do Coordenador de Comunicação. Portanto, não me move a ganância de ganho nem vantagens. O que me move é o amor por esta cidade que sempre me acolheu bem.  E podem ficar certos de que minha atividade oficial não contamina a minha atividade jornalística, nem vice-versa.

O que me move é a torcida para que Patos “saia do fundo do poço”. O que me move é o desejo de ver Patos bem administrada e sua população representada na Câmara de Vereadores por pessoas que queiram realmente o bem da cidade. Quem faz crítica sistemática à administração, quem procura atrapalhar o gestor, é que tem interesses inconfessáveis. E estes terão em mim sempre um crítico vigilante.

Quero aqui agradecer a colaboração que temos recebido de colegas da imprensa independente e de amigos que tem colaborado com uma campanha de apoio desinteressado à administração, divulgando opiniões próprias, matérias e opiniões nossas sobre os problemas da cidade, as soluções possíveis e as medidas acertadas que são tomadas. E promovendo uma troca de informações pelas redes sociais, que tem abastecido esta campanha. A vigilância da imprensa é imprescindível para o sucesso da administração municipal no transe por que passa a cidade de Patos.

Quem esperava que déssemos os nomes aos bois, fica a frustração. O artigo ficou longo, em outra oportunidade voltaremos ao assunto., Mas para o bom entendedor, meia palavra basta. (LGLM)