O delegado Hector Azevedo, que estava responsável pelo caso de Júlia dos Anjos Brandão, de 12 anos de idade, que residia no Bairro Gramame, em João Pessoa e encontrava-se desaparecida desde a última quinta-feira (07), e foi encontrada morta em um cacimbão, deu detalhes sobre como o padrasto da vítima praticou o crime em entrevista.
De acordo com informações, o padrasto demonstrou no início preocupação sobre o caso, chegando a comparecer diariamente à delegacia afim de trazer informações, até que nesta terça-feira (12) ele confessou o crime.
Ele relata: “Aproveitamos essa vinda dele para ouvi-lo novamente e ao ser contraposto algumas divergências que havia nas suas declarações, e com base em dados que nós já tínhamos e levantamentos que havíamos realizado, ele acabou confessando o crime, dizendo que a asfixiou quando ela se encontrava dormindo em casa na madrugada do dia 07/04, na quinta-feira. Depois de asfixiá-la ainda na cama, ele colocou o corpo de Júlia no carro e levou até uma mata próxima, um local onde existe um cacimbão, uma cacimba, e jogou o corpo no local”.
Entenda o caso
Na última quinta-feira (07), a adolescente Júlia dos Anjos Brandão, de 12 anos, a qual residia no bairro Gramame, em João Pessoa, com sua mãe e seu padrasto, desapareceu.
Nesta terça-feira, o padrasto afirmou ser autor do crime, confessando que havia asfixiado a jovem enquanto ela dormia e em seguida levado o corpo dela para o local onde ele posteriormente indicou para a polícia, ele afirmou também que a mãe da menina estava dormindo durante o crime.
O corpo da adolescente foi encontrado em uma cacimba que fica próximo à Praia do Sol em João Pessoa já em estado de decomposição.
O padrasto foi preso preventivamente e nesta quarta-feira (13) passou por audiência de custódia e foi encaminhado ao presídio do Roger, em João Pessoa.
COLETIVA DE IMPRENSA
O delegado Hector Azevêdo, durante uma coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (13) afirmou que o suspeito demonstrou muita frieza e nenhum remorso. Segundo ele, o padrasto da menina teria jogado fora o celular dela no dia seguinte após ter cometido o crime, e agido de forma natural.
Ele afirma “Foi trabalhar normalmente como se nada tivesse acontecido. Ao ir trabalhar, pegou o celular dela e jogou nas proximidades de um rio, perto da Acadepol, mais ou menos no caminho do trabalho dele”.
A Polícia Civil afirma que o caso ainda está em investigação e que o corpo de Júlia permanece no IPC da capital onde deverá passar por exames sexológico e de DNA.
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