A redação do Patosonline.com conversou na tarde desta segunda-feira, dia 02 de maio, com a advogada de defesa do ex-jogador do Nacional Patos, Julierme Brasilino da Silva, de 33 anos, conhecido popularmente por Novinho, que passou 1 ano e 11 meses preso na cadeia pública de Malta, acusado de estupro., após uma série de erros no processo.
De acordo com a advogada Dra. Vanessa, Julierme informou que tem interesse de entrar com uma ação contra o Estado, principalmente tendo em vista o dano que ele a família sofreram ao longo desse tempo: "É um dano irreparável, não tem como reparar esse dano de forma financeira, mas tem como reparar sim o dano de forma moral, principalmente, porque ele trouxe em todas as oportunidades que ele possuiu, todas as informações, requerendo ao Poder Judiciário que fosse feito justiça, e que ele estava ali disponível para o Poder Judiciário pra que fosse feito justiça, porém, só foi feito após 1 ano e 11 meses, e ele tem sim interesse de entrar com uma ação contra o Estado", comentou a advogada.
Entenda o caso
Tudo teve início no dia 13 de junho de 2020, quando Julierme, que na época trabalhava como mototaxista, estava na casa de sua mãe e foi surpreendido por policiais que apresentaram o mandado de prisão contra ele pelo crime de estupro ocorrido no dia 13 de março do presente ano, contra uma estudante universitária que havia prestado queixa na Delegacia de Polícia Civil e relatou que pegou uma corrida de mototáxi nas imediações do Centro Universitário UNIFIP, no bairro Belo Horizonte, e nas proximidades do restaurante Fogo e Brasa o mesmo desviou a rota, vindo a cometer o estupro.
Porém, a todo momento ele negava o crime e pedia uma investigação mais aprofundada, relatando, inclusive, que no dia do suposto estupro sua motocicleta estava no conserto. Mas a prisão já estava decretada, mesmo diante de diversas falhas no processo.
Após todo esse tempo de angústia, ele finalmente foi solto e agora tenta retomar sua vida. Julierme é pai de dois filhos, de 8 e 9 anos, e disse que teve sua vida totalmente destruída após o ocorrido. Ele agora tenta conseguir um novo emprego e disponibilizou o número de telefone da sua irmã para quem tiver alguma vaga disponível: (83) 9 9853 2357 – Paula.
Ouça abaixo a fala da advogada:
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