O júri popular de Antônio Sebastião da Silva, suspeito de matar a jovem Luana Mariano Xavier, de 19 anos, a facadas, em 19 de fevereiro de 2020, foi mais uma vez adiado.
O julgamento deveria ocorrer nesta quarta-feira, 08 de fevereiro, no entanto, foi remarcado para o próximo dia 30 de março.
De acordo com o advogado da família da jovem, Halem Roberto, devido a defesa do acusado ter trocado de advogado, não foi possível realizar o júri hoje (08): "Já tomamos conhecimento que ele já constituiu um novo advogado nos autos e em virtude desse fato já foi remarcado o julgamento para o dia 30 de março deste ano", disse o advogado.
"Nós esperamos e temos a certeza que a sociedade patoense não vai deixar impune um fato tão grave, absurdo, como tirar a vida, ceifar a vida de uma jovem, simplesmente pelo fato de ser mulher, simplesmente pelo fato do agressor achar que é dono, que a mulher é propriedade sua, agravado ainda pelo fato da vítima se encontrar gestante no momento em que foi assassinada com 15 facadas pelo seu então companheiro, e também pelo fato dessa situação ter ocorrido na presença do filhinho pequeno da vítima, que na época tinha apenas 1 ano e 7 meses", comentou Halem Roberto.
O advogado Corsino Neto foi quem assumiu a defesa do réu e em conversa com a reportagem do programa Correio Verdade, da TV Correio, disse que estudará melhor o processo e terá um contato com o acusado, para fazer a preparação da defesa.
"A família do acusado nos procurou, nos relatou o acontecimento, analisamos sumariamente os fatos e aceitamos patrocinar a defesa do acusado no plenário. Desde já, eu adianto que muita coisa ainda precisa ser esclarecida, precisa vir ao conhecimento do público e também dos jurados, principalmente, de como os fatos aconteceram, não é como foi relatado no primeiro momento pelos órgãos de perseguição penal, precisa ser melhor esclarecido. Então, nós vamos nos afeiçoar melhor ao processo, conhecer melhor, estudar melhor, ter um contato com o acusado e a partir daí fazer uma preparação para que toda verdade do que aconteceu no dia do fato possa ser devidamente apresentada aos jurados e possa ser de conhecimento também do público", comentou Corsino.
Madalena, mãe de Luana, fez um apelo às autoridades por justiça: "Tô aqui pedindo justiça, implorando pra que esse júri aconteça dia 30 de março, já foi adiado duas vezes, e espero que a justiça seja feita, que ele seja condenado e pague pelo que fez, minha filha tava grávida de 4 meses. Foi um crime muito bárbaro e tá sendo muito difícil pra mim, espero que a justiça seja feita", disse a mãe.
Veja abaixo a reportagem na íntegra:
Reportagem: Correio Verdade/TV Correio
Antônio foi preso no dia 22 de março de 2020, na cidade de Guarujá, litoral de São Paulo, por meio de uma ação conjunta entre a Delegacia de Homicídios de Patos e da Polícia Civil daquele estado, em cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara da Comarca de Patos-PB.
O corpo da jovem estava ao chão de sua residência localizada na Rua Felizardo Leite, nos fundos do bar denominado de Bar do Toinho, no bairro da Liberdade. Luana Mariano foi assassinada a golpes de faca e o filho dela estava ao lado do corpo no momento em que os vizinhos chegaram.
A criança, de aproximadamente 1 ano, foi recolhida por vizinhos e estava com manchas de sangue pelo corpo, mas não havia ferimento, pois, o sangue era da própria mãe que foi golpeada. Luana também estava grávida de quatro meses quando foi assassinada, algo que chocou ainda mais a população.
Com TV Correio