Aconteceu nessa quarta-feira, dia 08 de fevereiro, no Fórum Desembargador Luiz Sílvio Ramalho, em Piancó, o julgamento de Givanildo Araújo da Silva, que era acusado de ter matado o seu próprio pai, o senhor Damião Araújo da Silva, de 75 anos, em setembro de 2021, na cidade de Olho d'Água.
A advogada de defesa do acusado, Dayane Carvalho, levantou a tese da negativa de autoria, após a família descobrir que o mesmo não teve participação alguma na morte de seu pai.
O suposto objeto utilizado no crime foi uma "foice", que fora encontrada próxima do corpo da vítima.
O julgamento teve início às 09h30min e durou cerca de 7 horas, sendo finalizado no final da tarde de ontem (08). Participaram o Juiz Pedro Davi Vasconcelos e o Promotor Levi Emanuel.
O MP pediu a condenação insistentemente, no entanto, ao final do julgamento, Givanildo foi inocentado diante das provas apresentadas.
A defesa de Givanildo Araújo da Silva alegou falhas da autoridade policial ao conduzir o inquérito, além das lacunas que a própria perícia deixou no processo. Diz a defesa do acusado: "sequer existe no processo, laudo pericial papiloscópio, para saber se as impressões digitais na 'foice' tida como objeto do crime, coincidiam com as mesmas do acusado."
De acordo com a defesa, os verdadeiros criminosos deixaram vestígios ao arrombarem a porta da cozinha da casa onde a vítima fora encontrada. Além de derrubarem tijolos da parede do muro ao pularem no momento da fuga do local, que ocorreu por volta das 5:00h da manhã do dia 02 de setembro de 2021.
"O acusado nunca respondeu nenhum processo, nunca teve desavenças com o seu pai, ao contrário, tinha uma boa relação familiar e há anos, moravam e trabalhavam juntos. Givanildo fora encontrado desacordado dentro de um quarto, sem marca alguma, ou respingos de sangue em suas vestimentas, não era usuário de drogas, e o próprio exame de insanidade mental pode comprovar que o agente é imputável, ou seja, tem discernimento total, e não é "louco", como tentaram jogar no processo", disse a advogada Dayane Ramalho.
Givanildo passou 1 ano e 5 meses preso na cadeia de Piancó, trabalhando como pedreiro e detentor de um bom comportamento.
"Sua família é de homens e mulheres trabalhadores e de respeito. Ontem, tiveram o seu irmão de volta, mas a dor de ter perdido o pai de uma forma tão cruel, não será sanada. Apenas carregam consigo a esperança de que os verdadeiros criminosos que tiraram a vida de seu Damião Gringa, como era chamado, paguem pela destruição que causou na vida de todos os familiares, e da sociedade olhodaguense", comentou Dayane.
Por Patosonline.com