Policial Confusão
Rebelião é registrada no Presídio de Cajazeiras após prisão e exoneração de diretor investigado em operação
Durante o tumulto, presos revoltados quebraram celas e arremessaram objetos pelas janelas, criando um cenário de caos e tensão.
25/04/2024 19h06 Atualizada há 7 meses
Por: Felipe Vilar Fonte: Patosonline com Portal Correio
Foto: Reprodução

Na tarde desta quinta-feira (25), uma rebelião foi registrada na Penitenciária Padrão Regional de Cajazeiras, Alto Sertão da Paraíba, após a prisão do diretor da unidade Tales Almeida. Durante o tumulto, presos revoltados quebraram celas e arremessaram objetos pelas janelas, criando um cenário de caos e tensão.

Ao Portal Correio, o Secretário de Administração Penitenciária, João Alves, confirmou que a situação foi prontamente controlada pelas autoridades competentes. A partir de agora, o foco da pasta é identificar e punir os responsáveis pela tumultuada rebelião, garantindo a ordem e a segurança dentro da unidade prisional. Felizmente, não houve registros de fugas durante o incidente.

Tales foi alvo de mandado de prisão nas primeiras horas desta quinta-feira (25), em uma operação que investiga possíveis fraudes no Sistema Prisional em Cajazeiras, com a liberação de detentos, principalmente membros de facções criminosas, apartir da manipulação procedimentos legais e administrativos. Ele não foi localizado inicialmente em sua residência e estava sendo considerado foragido, porém, sua prisão foi confirmada no início da tarde de hoje (25). 

Sobre a operação

Na manhã desta quinta-feira, 25 de abril de 2024, a Força-Tarefa composta pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO/PB), Polícia Civil do Estado da Paraíba (PC/PB), através da DRACO, DHE e DRF de Patos, Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP/PB) e Polícia Militar da Paraíba (PM/PB), lançou a "Operação Ergástulo". O objetivo é executar Mandados de Busca e Apreensão, de Prisão Preventiva e o Cumprimento de Medidas Cautelares Diversas da Prisão, emitidos pelo Poder Judiciário do Estado da Paraíba.

A ação visa desmantelar um suposto esquema de corrupção e favorecimento ilícito que afeta o sistema prisional e judiciário na região de Cajazeiras, Paraíba. Investigações preliminares revelaram uma organização criminosa utilizando diversas artimanhas para liberar detentos, especialmente membros de facções criminosas, manipulando procedimentos legais e administrativos.

Entre as práticas identificadas, estão as alegações de enfermidades sem embasamento ou com documentação falsa, visando a liberação temporária ou definitiva de presos, além de remições fraudulentas de penas baseadas em atividades educacionais e laborais supostamente realizadas por apenados. Suspeita-se que tais atividades não tenham ocorrido ou tenham sido infladas em registros prisionais, acelerando indevidamente processos de progressão de regime, obtenção de liberdade e outros benefícios atinentes à execução penal.

A investigação teve início ainda no ano passado, quando a equipe de investigação da DHE obteve informações de permutas entre presos, com a finalidade de inserir no sistema prisional informações que beneficiassem os apenados. Ocorre que tais informações, como tempo estudo, tempo de trabalho, e atestados médicos eram falsos. Eram inseridos pelo diretor do presídio de Cajazeiras, bem como por advogados dos custodiados. Após uma análise aprofundada das informações e posterior confecção de relatório investigativo, foi repassado ao GAECO para que se apropriasse da ação penal. 

Após o aprofundamento do caso, na manhã de hoje foi desencadeada a operação com a finalidade de prender um dos advogados e o próprio diretor do presídio, além de cumprir mandados de busca e apreensão. A operação inclui a execução de cinco Mandados de Busca e Apreensão, distribuídos em Cajazeiras/PB (3), São José de Piranhas/PB (2) e Marizópolis/PB (2).

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