Policial Caso Ana Sophia
Advogado da família de Thiago Fontes afirma que ele foi usado como “bode expiatório” no Caso Sophia e diz que garota foi violentada por tio
De acordo com o advogado, Thiago Fontes — que chegou a ser apontado como principal suspeito — não cometeu suicídio e não teve qualquer envolvimento com o desaparecimento da criança.
04/04/2025 08h00 Atualizada há 14 horas
Por: Felipe Vilar Fonte: Patos Online com ClickPB
Foto: reprodução

Em entrevista concedida ao jornalista Clilson Júnior, do portal ClickPB, o advogado Marcus Alânio, que representa a família de Thiago Fontes, fez declarações contundentes sobre o andamento e os bastidores da investigação do Caso Ana Sophia, a menina que desapareceu em Bananeiras, no ano de 2023.

De acordo com o advogado, Thiago Fontes — que chegou a ser apontado como principal suspeito — não cometeu suicídio e não teve qualquer envolvimento com o desaparecimento da criança. Para Marcus Alânio, Thiago foi vítima de uma armação e usado como “bode expiatório” por setores da investigação.

“A polícia disse tanta coisa e não provou nada. O inquérito ainda está inconclusivo porque aquelas conclusões são questionadas inclusive pelos pais de Ana Sophia”, afirmou.

Abusos e ilegalidades apontadas pela defesa

O advogado também revelou que houve apreensões de celulares e computadores sem ordem judicial, inclusive o equipamento que a própria filha de Thiago utilizava para fins escolares.

Ainda segundo Alânio, nenhuma evidência material foi encontrada para incriminar Thiago:

“Se periciou o carro de Thiago. O carro de Thiago não tem absolutamente nada. Material genético, nada. Mas a polícia disse que ele transportou o corpo naquele carro”, declarou, classificando a narrativa como inverídica e sem base pericial.

O advogado ressalta ainda que o inquérito não está mais em segredo de justiça e revela que existe a informação de que um tio de Sophia teria violentado duas irmãs e a própria menina desaparecida. Além disso, teria um envolvimento amoroso com a mãe de Sophia. “Há notícias no inquérito de que esse tio abusou sexualmente de duas irmãs de Ana Sophia quando eram crianças. E que recentemente ao desaparecimento de Ana Sophia havia abusado sexualmente Ana Sophia”, ressaltou.

Investigação segue inconclusiva

Mais de um ano após o desaparecimento de Ana Sophia, o caso segue sem resolução definitiva. A falta de provas concretas e as contradições no inquérito têm gerado insegurança jurídica e dúvidas sobre a condução do processo investigativo.

O posicionamento do advogado reacende o debate público sobre a transparência e os procedimentos adotados pelas autoridades na condução do caso, que ainda mobiliza comoção e expectativa em toda a Paraíba.