Política Fim da greve!
Trabalhadores dos Correios na Paraíba aprovam fim da greve após decisão do TST
Retorno às atividades foi aprovado por unanimidade e serviços foram retomados à meia-noite desta quarta-feira (31)
01/01/2026 06h00
Por: Felipe Vilar Fonte: Patos Online
Foto: Divulgação/Correios

Os trabalhadores dos Correios na Paraíba aprovaram o fim da greve da categoria, iniciada no dia 17 de dezembro, durante assembleia realizada na noite desta terça-feira (30) pelo Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos na Paraíba (Sintect-PB). A decisão pela volta ao trabalho foi unânime.

O encerramento do movimento grevista ocorreu após deliberação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que definiu um reajuste salarial de 5,1%, uma das principais reivindicações dos trabalhadores da estatal. O TST também entendeu que a greve não foi abusiva, mas determinou o retorno imediato dos funcionários às atividades.

Em nota, o Sintect-PB afirmou que a decisão “representa uma vitória da mobilização e da luta coletiva, que barrou a tentativa da empresa de retirar direitos históricos da categoria”. Segundo o sindicato, os serviços que estavam paralisados foram retomados a partir das 0h desta quarta-feira (31).

Crise nos Correios

O fim da greve acontece em meio a uma grave crise financeira enfrentada pelos Correios. Na Paraíba, a empresa reduziu de forma significativa os investimentos na Superintendência estadual, o que refletiu diretamente na queda do Índice de Qualidade Operacional (IQO), que passou de 93,53% em 2024 para 82,96% em 2025.

Dados obtidos pela Rede Paraíba, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), apontam que, até setembro de 2025, os Correios investiram apenas R$ 1.211.564,26 na Paraíba nas áreas de bens e obras, segurança, tecnologia e veículos. O montante é o menor dos últimos cinco anos, bem abaixo dos R$ 9 milhões investidos em 2024.

Em nível nacional, a estatal informou que precisará de mais R$ 8 bilhões em 2026 para enfrentar a crise financeira. Durante entrevista sobre o plano de reestruturação da empresa, Emmanoel Rondon afirmou que a forma de obtenção desses recursos ainda está em análise.

Na semana passada, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras para quitar dívidas e aliviar o caixa. Inicialmente, a empresa pretendia captar R$ 20 bilhões, mas a operação não foi autorizada pelo Tesouro Nacional devido à alta taxa de juros proposta.

Por Patos Online
Com informações do g1 PB