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João Azevêdo tem menos de três meses de mandato como governador da Paraíba
De acordo com o calendário eleitoral, João Azevêdo, reeleito em 2022, tem até o dia 4 de abril para renunciar ao cargo conquistado nas urnas, seja para concorrer ao mandato de senador ou a qualquer outro cargo em disputa nas eleições do dia 4 de outubro.
07/01/2026 18h00 Atualizada há 2 dias
Por: Genival Júnior Fonte: Genival Junior
Foto: reprodução

O governador da Paraíba, João Azevêdo, tem menos de três meses à frente do Palácio da Redenção, caso seja confirmada a sua candidatura ao Senado nas eleições deste ano.

De acordo com o calendário eleitoral, João Azevêdo, reeleito em 2022, tem até o dia 4 de abril para renunciar ao cargo conquistado nas urnas, seja para concorrer ao mandato de senador ou a qualquer outro cargo em disputa nas eleições do dia 4 de outubro.

Diferentemente do que acontece com os cargos legislativos de deputado federal, deputado estadual e senador — em que o político pode retornar ao cargo anteriormente ocupado caso perca a disputa eleitoral —, João Azevêdo não poderá retomar o governo da Paraíba a partir de 4 de outubro, caso saia derrotado nas urnas.

Dessa forma, Lucas Ribeiro será empossado governador da Paraíba tão logo ocorra a renúncia de João Azevêdo, em abril, permanecendo no cargo até 6 de janeiro de 2027, quando terá início o mandato dos governadores e vice-governadores eleitos nas urnas em outubro de 2026.

Embora a renúncia possa ocorrer antes de 4 de abril, as informações apuradas até o momento dão conta de que ela só deve acontecer próximo à data limite, como forma de organizar as ações administrativas no processo de transição.

Desde o ano passado, Lucas Ribeiro fez uma série de visitas a lideranças políticas de todo o estado e participou de eventos da agenda administrativa, além de atuar ativamente nas decisões de governo, como forma de fortalecer o momento final de ser conduzido à condição de chefe do Executivo estadual.

Pela legislação eleitoral, prefeitos e governadores que vão concorrer a outros cargos neste ano precisam renunciar até o dia 4 de abril, enquanto os secretários de prefeituras ou de governos estaduais, bem como os ministros de Estado, precisam se desincompatibilizar de seus cargos até a mesma data, seis meses antes do pleito de outubro.