A secretária executiva da Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania de João Pessoa, Capitã Rebeca, se pronunciou no início da noite desta quinta-feira (8), por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, sobre a revogação da portaria que atribuía a ela a responsabilidade pela fiscalização da jornada de trabalho e pela organização dos plantões extras da Guarda Civil Municipal (GCM).
No pronunciamento, a capitã explicou que optou inicialmente pelo silêncio por não ter recebido nenhuma comunicação oficial sobre a decisão. Segundo ela, a manifestação pública teve como objetivo prestar esclarecimentos diretamente à população paraibana, a quem afirma servir há 14 anos como policial.
“Eu me calei porque até agora nenhuma explicação oficial me foi dada sobre tudo isso que vocês estão vendo acontecer. E também porque a opinião que mais importa para mim é a do povo paraibano”, afirmou.
Capitã Rebeca relatou que tomou conhecimento da portaria por meio de mensagens recebidas na noite anterior à publicação, após a repercussão do tema em blogs e portais de notícias. Ela destacou que não foi chamada para nenhuma reunião nem convidada para dialogar sobre o assunto, apesar de sempre se declarar aberta à conversa.
Durante o vídeo, a secretária executiva contestou os argumentos apresentados pelo secretário João Almeida, que alegou a existência de ilegalidade na portaria revogada. De acordo com Rebeca, não há qualquer impedimento legal para que ela exerça atividades de coordenação e fiscalização junto à Guarda Civil Municipal.
“Não existe lei nenhuma que me proíba de exercer as atribuições de coordenação e fiscalização da guarda. Nada me impede de ir para a rua com a guarda”, declarou.
Em tom firme, Capitã Rebeca afirmou que os acontecimentos não abalam sua trajetória profissional nem sua identidade pessoal. Ela ressaltou que sua posição foi conquistada por mérito e trabalho, destacando sua atuação anterior como capitã de polícia, além de referências à sua origem e trajetória de vida.
“Caba nenhum vai apagar a minha história ou afuscar a minha luz”, disse.
A policial também fez um apelo à reflexão sobre o modelo de administração pública, ressaltando que os órgãos públicos são mantidos pelos impostos pagos pela população e que os servidores têm o dever de prestar contas e demonstrar a correta aplicação dos recursos públicos.
Ao final, Capitã Rebeca reafirmou que seguirá firme na atuação profissional e no compromisso com a sociedade. “É por vocês e para vocês que eu vou seguir firme e forte na luta”, concluiu.
A revogação da portaria foi oficializada na edição da última quarta-feira (7) do Diário Oficial do Município e anulou uma designação que estava em vigor desde maio de 2025. Com a medida, as atribuições retornaram à estrutura regular de comando da Guarda Civil Municipal, formada por servidores concursados.
Em entrevista ao programa Correio Manhã, da Rádio Correio, o secretário João Almeida negou que a decisão tenha sido motivada por episódios específicos e afirmou que a portaria anterior era ilegal, por atribuir funções que seriam exclusivas do comando da Guarda. Segundo ele, a mudança atendeu a uma reivindicação do sindicato da categoria.
Apesar do ajuste administrativo, o secretário garantiu que Capitã Rebeca continuará atuando normalmente na secretaria e participando das ações operacionais da Guarda Civil Municipal.
Por Patos Online