A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), deflagrou nesta quarta-feira a Operação Puçá, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas na modalidade delivery. As investigações também identificaram o uso de contas bancárias em nome de terceiros para a prática de lavagem de dinheiro.
A operação mobilizou mais de 100 policiais civis para o cumprimento de 24 mandados de prisão e cerca de 85 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campina Grande e João Pessoa, além dos municípios de Petrolina, em Pernambuco, e Maringá, no Paraná. Como medida de asfixia financeira do grupo, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 15 milhões.
Até o momento, 21 pessoas foram presas, sendo oito em João Pessoa, dez em Campina Grande, duas em Afogados e uma em Petrolina. Durante a ação, foram apreendidas drogas de alto valor comercial e veículos de luxo, especialmente em Campina Grande.
De acordo com o delegado Victor Melo, a organização criminosa era chefiada por um homem natural de Campina Grande, que já se encontrava preso e continuava comandando o tráfico de drogas de dentro do sistema prisional. Segundo ele, o grupo estruturou uma espécie de “empresa” de entrega de entorpecentes, autodenominada “Rei do Camarão”.
“O foco da operação é combater essa facção criminosa e avançar nas investigações para o indiciamento e futura denúncia de todos os envolvidos”, afirmou o delegado. Ele também destacou a importância da colaboração da população por meio do canal Disque-Denúncia 197, que garante o anonimato.
O nome Operação Puçá faz referência a uma armadilha utilizada na pesca de camarões, simbolizando a estratégia de cerco técnico e investigação qualificada adotada pela Polícia Civil para identificar e responsabilizar os integrantes do grupo criminoso.
A ação contou com o apoio de diversas unidades especializadas da Polícia Civil, além do Ministério Público da Paraíba, por meio do GAECO, e da Polícia Penal.
Por Patos Online